Marcadores


domingo, 3 de maio de 2009

Amor e sexo...Prosa e poesia.....


Não parafrasearia. Nunca. Não ouso repetir poetas, eles jamais se repetem. Inspira-me o tempo, e eu suspiro.Leio Jabor, ouço Rita Lee,leio Cartas e Sonetos de amor, Tantra e Kama Sutra... enriqueço conhecimentos, cultura e enlouqueço meio ao óbvio.

O que é Amor?
Talvez aquilo que sentimos que faz a alma pedir guarida a outra e o corpo querer ser do outro, fundir-se, unindo-se?
Hoje compreendo e defendo o Sexo com amor, pelo amor e por amor. Estou mesmo muito fora de moda, “Out”. Em situações assim quero ser out. Completamente.
Amor e Sexo, Prosa e Poesia, é para isso que aqui estou... delirante, envolta nas minhas convicções, envolta no que é a própria vida. Sexo e Amor, complementares que são não posso pensar um sem o outro, isolados, incompletos.
Já a Prosa é a Poesia que transgrediu, quebrou parâmetros se desmetrificou, e enquanto densa se fez leve, livre. E tão encantadora quanto, ousou sem perder em romantismo e sensibilidade. Há prosa que é pura poesia...
Amor, perfeito, cândido, espiritual é Prosa quando resultado, gestado num integral dueto: Amor e Sexo na mesma cadência, movimentos encaixados com a exatidão sutil das notas musicais. A dança da completude.
Sexo é Poesia quando o ser que partilha o prazer do encontro, da entrega nos é mais que corporal, quando o Sexo nos alimenta não só os físicos desejos, mas os emotivos e espirituais quereres, as vontades compartilhadas entre corpo, coração, pensamento, e espiritualidade.
Quem faz sexo sem brilho no olhar, sem ternura na entrega o faz apenas satisfazendo o ser enquanto animal. Sexo que envolve tem que ter Poesia nas entrelinhas, nos poros,
é mais luminoso, deixa marcas internas, realiza, faz o ser humano pleno e consciente do tamanho, das infindas dimensões da sua capacidade, poder, de tudo que o sexo pode nos proporcionar.
Sexo então, partilhado com amor é Prosa e Poesia. Isso sim.

Roseane Ferreira

Na sedução do teu olhar - Acróstico

N avego assim em mares soltos, revoltos,
A ncoro, aporto, meu porto, teus olhos, olhares...

S ou um barco a deriva,quando de teu olhar me perco,
E ntão, se aporto,feneço no azul do teu olhar.
D ai em diante sou íntegra de ti, afeita a ti...
U no a ti via olhar,
C omo por um imã conduzida, prendo-me,
A venturo-me,
O lhos teus, seduzir dos azuis, límpidos, celestiais...

D oce olhar, dínamo, displicente, desvario...
O nde começam nossos dizeres de prazer, onde habitam nossos segredos...

T erno e todo meu, tão sutil, sereno... desconcertante, desabonador,
E ncontos, entregas, entremeios, ebulição...
U m navegar surpreendente, envolvente...

O que se faz faísca, fogo, brasa... Ardente,
L uzes e labirintos,
H oje, onde quero estar... Onde quero fazer morada,
A onde penso essa aflitiva náu aportar,
R esumo de tudo: na luz sedutora do azul do teu olhar.

Trovas I e II ( trovas em azuis)


Trovas em Azuis
I

Junto ao mar percebi teu olhar
Contemplando estarrecido
Teus olhos azuis vi brilhar
Meu olhar ficou enternecido.


II
Céu e mar lindos azulados
Belos, azuis iguais aos teus.
Parecia à mão ser pintado
Obra desenhada por Deus.

É saudade...


É saudade...

Guardo aqui as conchas colhidas por nós,
Guardo também a memória dos dias,
A música que tornava audível o som da nossa alegria,
É em mim as cenas que fotografamos,
(As fotos ganham luz quando observadas)
Perscrutadas...
De um lapso entre o dezembro e o abril,
Foram dias preciosos, incrustados de bons ares, completos de afetos,
Não é um lamento ou dor,
Nem um sofrer descabido,
Nem sofrer é...
É sentir o belo, o memorável, o prazeroso,
É só um veio de falta,
É tão somente rememorar os dias quentes,
É revisar a chuva,
É um lapso, uma ausência...
Uma camada sutil de não ter perto,
É cheirar, aspirar sem te saber,
É não ver todo o teu azul,
É faltar,
É reter na retina a tua cena,
É aprisionar os teus dias
È conviver com a vontade,
É não ter aqui,
É procurar onde não estás,

É te achar no coração!

É saudade...

Sobre os meus Rios ( os rios da minha aldeia)


Sobre meus Rios...

“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia...”( Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XX"
Heterônimo de Fernando Pessoa


“... Olhando Belém enquanto uma canoa desce o rio
E um curumim assiste da canoa
Um Boeing riscando o vazio
Eu posso acreditar que ainda dá pra gente viver numa boa
Os rios da minha aldeia são maiores que os de Fernando Pessoa.

Molhando meus olhos de verde floresta
Sentindo na pele o que diz o poeta
Eu olho o futuro e pergunto pra insônia
Será que o Brasil nunca viu Amazônia

Eu vou dormir com isso
Será que é tão difícil...” (Olhando Belém- Celso Viáfora e Nilson Chaves)



Bem falou dos seus Alberto Caeiro, poeticamente retrucou um Paulista (Celso Viáfora) quando viu os nossos e compôs “ “Olhando Belém”. Um olhar avesso ao que nos faz tão diferentes ( Amazônidas e Paulistas), um fitar cheio de surpresa e encantamento diante da vastidão e do desamparo que nos acompanha...
Permito-me aqui por eles navegar, nalguns que tanto já cruzei: PARACAUARÍ ( da minha Marajó), GUAMÁ, e tantos mais num Pará repleto de águas, de uma Amazônia traçada de Rios. Perpassam por mim afluentes que naveguei, ao viver no Amapá(extremo Norte) muitas, inúmeras vezes cruzei de barcos, lanchas ou navios uma grande distância que separa em águas o Pará do Amapá, Macapá de Belém. Pequenos braços de rios, marear ora a margem da floresta ora nas grandes e caudalosas Baias. Atrevimentos e delícias. Conhecer ainda que de longe a realidade dos povos ribeirinhos a habilidade das crianças ao conduzir as pequenas embarcações ( cascos) ora para vender camarão ora para recolher tudo que os passageiros levam bem embalado para jogar na passagem, roupas, alimentos. Uma perícia, um risco permeado pela necessidade atroz. Cenas indescritíveis e inesquecíveis.
Gira o mundo globalizado e a Amazônia continua a mesma com toda a sua intimidante beleza e infatigável necessidade. Os Rios que me aventurei foram muitos.
Mas Rio que perpetuei na vivência, pelo belo, grandiosidade, majestade e mistério foi um: O RIO AMAZONAS. Nele pude tocar, ver o Sol se por a lua se esconder e o dia nascer tantas vezes, bem a minha frente, cúmplices, ele e eu.
Macapá no Amapá é única cidade na Região as margens do Rio Amazonas. Ele está lá, frente a cidade compondo pintura com a Fortaleza de S. José de Macapá ( uma das mais belas do Brasil).
É ele o próprio que nalgumas vezes sequer permite que nos aproximemos da Orla tamanha a impetuosidade de suas águas quando se atiram a terra trazem troncos, vegetação e nessas horas os carros e seus temerosos donos se põem a distância. É o Amazonas ao primeiro olhar um arrepio um silêncio uma indagação. Calando fundo a emoção do assombrar.
Meus Rios os rios que me atendem os rios que enamoro são amplos e diversos. Quando descobertos perigosamente um risco pois que suas entranhas são ambicionadas.
Meus Rios são acalanto enfeitam versos alimentam meu povo. É um universo.
Na região inteira são tantos: Negro, Solimões, Amazonas, Madeira, Xingu, Tocantins...
No Pará: Jarí, Tapajós, Xingu, Guamá, Gurupi, Araguaia, Trombetas, Acará, Moju, Camará, Gurupá, Pará, Tocantins, Capim, Nhamundá ( e muitos muitos afluentes).
No meu universo um espetáculo se desnuda, abrem-se as cortinas e ali bem na minha frente para que meus olhos vejam, o coração se emocione e a voz emudeça em oração estão os meus Rios, meu povo da floresta, meus seres enfeitiçados, meus bichos, meus pares, minha cura. Meus Rios trazem consigo seus protagonistas,seus braços,habitantes que por vezes mais agonizam que protagonizam.Lamento que os antagonistas sejam fortes. Precisamos sobreviver. Dos meus Rios muitos dependem. É subsistir.

Mas não posso negar meus Rios são os meus, fluindo, fluentes, belos de calar.
Fascinantes a fazer refletir. Paralisam o olhar.

Aqui, concordo com o Paulista. “... os rios da minha Aldeia são maiores que os de Fernando Pessoa.”

sábado, 31 de janeiro de 2009

REFLEXÕES...


Não há injustiça que triunfe diante da correção, da integridade de caráter;
Não há dor que não termine um dia;
Não há escuridão que não torne em dia claro;
Não há tristeza que não sucumba a um verdadeiro sorriso;
Não há angústia que perdure ante a Fé;
Não há solidão eterna;
Não há saudade que não sare com um gostoso abraço;
Não há sonho que se perca ou envelheça;
Não há desesperança que não tombe frente ao otimismo da promessa;
Não há mentira que resista face a face com a verdade;
Não há amargor que não adoce frente quando retribuído em carinho;
Não há fraqueza que não se transforme em força diante do sofrimento;
Não há ódio que não finde quando descoberto o poder do amor;
Não há mágoa que não se desfaça com um sincero pedido de perdão;
Não há coração tão duro que não possa: DESCULPAR, RELEVAR, PERDOAR, COMPREENDER;

Ninguém é todo injusto, todo falso, todo mal, todo indigno;
Nenhuma dor ou amargura é para sempre...
Ninguém é tão sofrido que não possa se reerguer;
Ninguém é tão abominável que não seja merecedor do olhar e do perdão do Pai;

Todos somos capazes de melhorar, transformar nossas misérias em ganhos pessoais
Nossas fragilidades em forças;
Nossos fracassos em conhecimento;
Nossas frustrações em experiência;
Nossas perdas em ganhos;
Nossas dúvidas em certezas;
Nosso ceticismo em crença;
Nosso vazio em DEUS!
Nossa pobreza em melhora Espiritual;
Nossa entrega em vida;
Nossas lágrimas em risos;
Nossas fraquezas em ânimo;

Nossos sins em sins...
Nossos nãos em sins...


Para nossa reflexão...

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...


Não sei se é áspero ou ácido, amargor ou amargura, o que sei é que sei que muitas pessoas deixam traços assim dominarem suas vidas. Prevalecer.
Todos temos dias e “dias”, por algumas razões sofremos, nos abatemos, aborrecemos e até desanimamos. É comum porque somos humanos, é inerente a nós. Mas daí a deixar que tais ransos, dores minem a nossa auto-estima, retire todo o nosso alegrar e até transfiramos este baixo astral para os outros, é demasiado decadente.
Dia desses em contato com uma amiga que se mostra o tempo todo assim, percebi os danos extensivos que envolvem digamos a amargura, ranso interior. Imaginem que ao longo do dia conversamos muito, afinal busco ajudar, no entanto recebi meia dúzia de críticas, umas respostas “tortas”, que sai da casa triste, mofina. Sabe, cheguei em casa me flagrei “pra baixo” e fui entender o quanto àquela energia me invadiu. O bom foi que percebi avaliei e tratei de colocar um incenso no meu astral e buscar ficar bem.

Percebi e percebo a cada dia como somos uma imensa diferença, olhamos o horizonte diferentemente, registramos e trabalhamos as frustrações de forma distinta, temos, imprimimos valores diferenciados às situações. As crenças também são absolutamente diversas. Isto faz com que eu seja eterna menina, colecione cartas, cartões, canetas coloridas, seja afetiva e sonhadora, tenham ânimo e astral muito jovem, curtas tatuagens, poesias, meu canto, e não deixe que a minha solidão física, afetiva, tome conta de meus dias, meus atos e pensamentos.
Não deixarei nunca de trocar com a moça, experiências, de tentar mostrar a ela o bom da vida, apenas não deixarei que aquela amargura me tome em revés, e nem ficarei persistindo para que mude. Cada um é o que é. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é como sabiamente disse Caetano Veloso.

Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....