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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ald´rvias RS 13 e 14



Aldrávia RS 13



poesia
do
poeta:

verbo
e

carne









Aldrávia RS 14


poesia:
da

emoção
o
conjugar,

sintonia...





Do amor,


                                  
                                      


 Do amor, ainda que tudo soubesse nada saberia, pois que de ti não sei....



                                        

Por dentro: o que mata! (EC)

 Por dentro: o que mata! (EC)

Sem ti era louca, inexata,
Seguia sem rumo, dor que destrata,
Ser nada, ser sal que a face maltrata,
 


Mas o tempo do abismo resgata,
A dor que outrora feriu, hoje é paz que acata,
A mulher foi de sangue, de amor, de emoção que maltrata,
 

Insensata?
 
Composta de linha e papel, sem forma exata,
Seca de sentimentos, coração de vira-lata,
Traduzir: de ontem a sucata, hoje, mulher de lata!


 

 

*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - A Mulher de Lata
Saiba mais, conheça os outros textos:

http://encantodasletras.50webs.com/mulherdelata.htm

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eu e as minhas palavras...

Eu e as palavras...

 
Minhas palavras falam por mim (às vezes até gritam). Chegam para revelar o íntimo do meu pensar e expressam melhor do que eu o que vai ao pensamento, as idéias, emoções.

            Quando crio evoco os mais diversos sentimentos, afetos e desafetos, amores e dissabores, alegrias e dores, aflições, medos rancores, paixões, saudades, desejos e solidão.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

http://www.anezinha.recantodasletras.com.br/   Venha conhecer meu Tear de palavras....




 Ser poeta?

Poeta? Não sei se é um querer,
Sei, já nasci com alma assim,
Meio lírico e meio sem saber,
Fazia poemas curtos, só para mim...

Fiz desenhos de moda, rabisquei,
Compunha trovas em sonhos, fantasia,
Meu universo era distinto, isso sei,
Em mim, um mar de acordes, melodia...

Idéias soltas, vagas, ao léu escrevia,
Mas logo um som vinha brotando,
Uma linha, uma rima se desenhando
E lá ia eu viajando, fazendo poesia.

Hoje, brinco com letras, palavras, formas
De quase tudo um pouco eu me atrevo
Vem sempre de mim, sem regras ou normas
Sem sentir, perceber, um verso escrevo...

Sou poeta? Não sei, sei que assim nasci
Um coração pulsante, um ser viajante,
Distraída, esquecida, desatenta, navegante
Uma certa poetisa vez ou outra pousa aqui...

 Se sou poeta? De fato, não sei, quem sabe, talvez...
Sei que me encantam, luas que nem sei contar,
Se ser poeta é esse caminho torto, seco de avidez,
Então sim, sou alguém que esboça pelo verso o olhar.


POE de 03/11/10, mote: Por que você quer ser poeta?
Laboratório de Criações Coletivas - RL



http://www.recantodasletras.com.br/poesias/2595412

Poeta, meu poeta camarada....

Poeta, meu poeta camarada....
 
                                     
            O biógrafo de Vinicius, José Castello, autor do excelente livro "Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão - uma biografia" nos diz que o poeta foi um homem que viveu para se ultrapassar e para se desmentir. Para se entregar totalmente e fugir, depois, em definitivo. Para jogar, enfim, com as ilusões e com a credulidade, por saber que a vida nada mais é que uma forma encarnada de ficção. Foi, antes de tudo, um apaixonado — e a paixão, sabemos desde os gregos, é o terreno do indomável. Daí porque fazer sua biografia era obra ingrata.

            Dele disse Carlos Drummond de Andrade: "Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural".  "Eu queria ter sido Vinicius de Moraes". Otto Lara Resende assim o definiu: "Manuel Bandeira viveu e morreu com as raízes enterradas no Recife. João Cabral continua ligado à cana-de-açúcar. Drummond nunca deixou de ser mineiro. Vinicius é um poeta em paz com a sua cidade, o Rio. É o único poeta carioca". Mas ele dizia nada mais ser que "um labirinto em busca de uma saída".

            O que torna Vinicius um grande poeta é a percepção do lado obscuro do homem. E a coragem de enfrentá-lo. Parte, desde o princípio, dos temas fundamentais: o mistério, a paixão e a morte. Quando deixa a poesia em segundo plano para se tornar show-man da MPB, para viver nove casamentos, para atravessar a vida viajando, Vinicius está exercendo, mais que nunca, o poder que Drummond descreve, sem conseguir dissimular sua imensa inveja: "Foi o único de nós que teve a vida de poeta".(extraído do site Releituras).

 


        Hoje se vivo fosse o Poetinha faria 99 anos. Sobre ele , muito já se falou, escreveu, cantou. E nunca será o suficiente.No mundo das Letras, da escrita e da poesia se fez imortal. É imortal em nossos corações!
Esta é uma pequena homenagem a um homem que soube expressar em poesia sua própria vida!







"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."


 



Soneto de aniversário

Vinicius de Moraes


Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)


Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.
 
                             

                    Mensagem à Poesia - Vinicius de Moraes


Não posso
Não é possível
Digam-lhe que é totalmente impossível
Agora não pode ser
É impossível
Não posso.
Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.

Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrar
Muitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.
Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundo
E as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindo
A saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuo
Nos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lhe
Que a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso
reconquistar a vida
Façam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhos
Pronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.
Ponderem-lhe, com cuidado – não a magoem... – que se não vou
Não é porque não queira: ela sabe; é porque há um herói num cárcere
Há um lavrador que foi agredido, há um poça de sangue numa praça.
Contem-lhe, bem em segredo, que eu devo estar prestes, que meus
Ombros não se devem curvar, que meus olhos não se devem
Deixar intimidar, que eu levo nas costas a desgraça dos homens
E não é o momento de parar agora; digam-lhe, no entanto
Que sofro muito, mas não posso mostrar meu sofrimento
Aos homens perplexos; digam-lhe que me foi dada
A terrível participação, e que possivelmente
Deverei enganar, fingir, falar com palavras alheias
Porque sei que há, longínqua, a claridade de uma aurora.
Se ela não compreender, oh procurem convencê-la
Desse invencível dever que é o meu; mas digam-lhe
Que, no fundo, tudo o que estou dando é dela, e que me
Dói ter de despojá-la assim, neste poema; que por outro lado
Não devo usá-la em seu mistério: a hora é de esclarecimento
Nem debruçar-me sobre mim quando a meu lado
Há fome e mentira; e um pranto de criança sozinha numa estrada
Junto a um cadáver de mãe: digam-lhe que há
Um náufrago no meio do oceano, um tirano no poder, um homem
Arrependido; digam-lhe que há uma casa vazia
Com um relógio batendo horas; digam-lhe que há um grande
Aumento de abismos na terra, há súplicas, há vociferações
Há fantasmas que me visitam de noite
E que me cumpre receber, contem a ela da minha certeza
No amanhã
Que sinto um sorriso no rosto invisível da noite
Vivo em tensão ante a expectativa do milagre; por isso
Peçam-lhe que tenha paciência, que não me chame agora
Com a sua voz de sombra; que não me faça sentir covarde
De ter de abandoná-la neste instante, em sua imensurável
Solidão, peçam-lhe, oh peçam-lhe que se cale
Por um momento, que não me chame
Porque não posso ir
Não posso ir
Não posso.

Mas não a traí. Em meu coração
Vive a sua imagem pertencida, e nada direi que possa
Envergonhá-la. A minha ausência.
É também um sortilégio
Do seu amor por mim. Vivo do desejo de revê-la
Num mundo em paz. Minha paixão de homem
Resta comigo; minha solidão resta comigo; minha
Loucura resta comigo. Talvez eu deva
Morrer sem vê-Ia mais, sem sentir mais
O gosto de suas lágrimas, olhá-la correr
Livre e nua nas praias e nos céus
E nas ruas da minha insônia. Digam-lhe que é esse
O meu martírio; que às vezes
Pesa-me sobre a cabeça o tampo da eternidade e as poderosas
Forças da tragédia abastecem-se sobre mim, e me impelem para a treva
Mas que eu devo resistir, que é preciso...
Mas que a amo com toda a pureza da minha passada adolescência
Com toda a violência das antigas horas de contemplação extática
Num amor cheio de renúncia. Oh, peçam a ela
Que me perdoe, ao seu triste e inconstante amigo
A quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhante
A quem foi dado se perder de amor por uma pequena casa
Por um jardim de frente, por uma menininha de vermelho
A quem foi dado se perder de amor pelo direito
De todos terem um pequena casa, um jardim de frente
E uma menininha de vermelho; e se perdendo
Ser-lhe doce perder-se...
Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que é terrível
Peçam-lhe de joelhos que não me esqueça, que me ame
Que me espere, porque sou seu, apenas seu; mas que agora
É mais forte do que eu, não posso ir
Não é possível
Me é totalmente impossível
Não pode ser não
É impossível
Não posso.


Vinicius de Moraes, o verdadeiro poeta brasileiro, tenta resistir à poesia. O poema acima foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 160.


               






                                  

Ser POETA, e gestar POESIA

Ser POETA, e gestar POESIA



Costumo dizer que Poesia não se faz simplesmente, ela é pelo poeta concebida. O poeta tem a graça de gerá-la, ela de se fazer dele fruto, os leitores, apreciadores, intérpretes o prazer de sentir, se alegrar, extasiar.

Conceber POESIA: Viajar ao inusitado e indecifrável de cada um, e trazer ao retorno, versos...

POESIA! A voz da alma!

 

POESIA: Traduzir em versos e rima o que o coração quer exprimir. Dar vida a Alma! Materializar em verso sentimentos!


POESIA: Contar através dos versos, o que o coração pressente. A fala mais completa e perfeita do indizível da alma humana!

 

Ser POETA é ter olhos ternos de mundo, avessos a escuridão, mergulhar no que é essência e emergir palavras a luzir!

POETAS: Tradutores, porta-vozes de alegrias ou tristezas, seres que encontram a forma exata da expressão quando algo ou um sentimento precisa ser dito, exposto.

POETAS donos das palavras, ditas, escritas, cantadas, versejadas, proseadas, com rimas ou não,metrificadas ou não, falam a cada um de nós, e nos emocionam, abalam, engrandecem, fazendo-nos refletir.

POETA: Artista das comoções, escultor das palavras, mágico da criação, pintor de delírios e desejos, operário das letras, sensível formatador de idéias, moldando invisíveis afetos.








Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....