
Era uma vez...
Uma moça que esperava todo dia ouvir uma voz que a fazia bem agradava seus ouvidos, um som que a despertava... Indagada por um amigo ela revelou uma delicada comparação, disse que seria como acionar alguns sinos num Templo de Clausura, contou a ele que esses sinos eram fundamentais para certo disparo de melódicas canções interiores, canções essas que quase não tocavam vez que o tal Templo era de silêncio, clausura e solidão.
Ela contou que a reclusão já acontecia havia muito, e isso a fazia distante de tantos outros sinos que por vezes queriam tocar. Sem se saber lá porque algum dispositivo havia sido como que desligado e embora até tentasse a engrenagem não funcionava.
O amigo, silente , escutou, escutou...
A moça?
Bom , essa agora acorda, querendo ouvir músicas, e só o pensar na voz deixa seu dia mais alegre e mais vivo. Ela espera que os sinos toquem, incessantemente, que entoem muitas e prolongadas canções, que o bem se estenda por todo o Templo de Clausura, que a música seja intensa, melodiosa, suave e alentadora... Que findem os tempos de silêncio...
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