
Zangar para que?
Instável tantas vezes. Aborrecer é mesmo mais um senão. Algumas vezes por muito, com rol de razões.Noutras apenas para elevar a pressão. Derrocar os cabelos. Agredir o coração. Quiçá mostrar estar viva. Se importar com o ínfimo.
No propósito de escrever “com que ou quando me zango” reflito: Se formos nos importar a ponto do aborrecer, o mundo, os políticos, as conjunturas e injustiças sociais não só nos aborrecem como decepcionam, destemperam.
Ando querendo uma paga para não aborrecer, um quinhão de confortantes gestos, ações que (me) e (nos) orgulhem. Vou pegar senha e entrar na fila dos menos ansiosos e esperar sorrindo a complacência, que os gestos altruístas ocorram e banhem uma desolada humanidade desinserida que padece mais de injustiças, desrespeito, fome e que são os vírus mais purulentos e desertificadores da vida.
No local que estou pretendo me importar sim com situações que me aborrecem, mas obter respostas mais efetivas quanto às correções e poder
presenciar pedidos verdadeiros de desculpas, reais mudanças de atitudes.
Não quero estar blasfemando ou maldizendo, praguejando ou me descomedindo. Em tons brancos e azuis-bebês, não quero mais ouvir meus bramidos histéricos as voltas com mínimas alfinetadas nem deixar que a Tal de TPM me roube a serenidade e a razão.
Quero ousar Decretar em alto e bom mando um “PROIBIDO ME ZANGAR” quer comigo, quer com os outros. Só faz mal a saúde do corpo e da mente.
Em 13/08/09.
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Este texto faz parte do Exercício Criativo - Quando me Zango
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/zango.htm
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