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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sou assim - By me....


Sou assim...

Sou meiga e demodé, sou da internet, sou do mundo

sou crédula e desconfio

impulsiva e atirada

por vezes sonhadora

eterna viajante

romântica incurável,

amiga,

apaixonada, triste e melancólica

sorridente e bem humorada,

chata, prestativa, verdadeira

receptiva e acolhedora

amante, entregue.

Sou sem bula e sem prospecto

esqueceram de me traduzir

não tem como dublar,cópias ficam imperfeitas

versão única

exclusiva

sem revelação dos segredos da confecção ao produto final

indizível,

apenas me observe,tentar entender,não sei...

Sou flores do campo,sou rosa

vermelha sou chama,incenso, cristal,

sou Bolero de Ravel e também dona de meu caminho.

Sempre sou café quentinho,saindo fumaça,mas as vezes me transformo daí sou vinho suave, posso ser do frio e do calor.

Sou sempre emoção,

choro engasgado, brilho ambulante nos olhos,

pedido de colo,carente de amor,de dormir agarradinha.

Sou mulher ,muito criança ar de menina olhar que seduz,

ou abraços apertados,sou insone e sem juízo,

sou sem dono...

Sou sol no fim da tarde

sou o amor da lua

sou loba uivando meus orgasmos e minha eterna solidão.

Sou assim delicada,grande e desajeitada,

que falo gesticulando

que gesticulo falando.

Sou real, intensa transbordante

derramada alagada

sou eu,

Sou da Tássia do Theo da Elys e da Yane da Bi da Manie

dos irmãos da família da Dani, do Ju de Jair, de todos os amigos,e fui de amores,e sou do amor.

Sou de capricórnio

excessiva organizada,

pé no chão sou terra,

mas se voar, viro minhas borboletas e o mundo fica pequeno...

Sou das pessoas, humana,

mas sou fria, sou dos números, do compromisso da rigidez.

Mas sou eu, errada, errante,

perfeita nas imperfeições,

de certo ,um alguém para amar,

e nunca para entender...

Sou eu, Rosi, Rô, Roro, Rosa,Rose, Roseane,Rose Marie, que podia ser Natália, pelo meu dia,

que sou Rose - (a flor mais antiga,rosa) Ane (cheia de graça),

qualquer semelhança, se não for eu, é coincidência....

essa sou eu.....

Uma estranha poetiza maluca e a deriva mora em mim......

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sobre o amor.... De Fabrício Carpinejar

Ando lendo alguns textos interessantes demais escritos por Fabrício Carpinejar e quero abrir, por assim dizer, minhas postagens com um deles!

AMOR DO AMOR
Fabrício Carpinejar

O que é o amor do amor?

Essa intriga ficou como uma úlcera me gastando em segredo.

Estava lustrando meus sapatos de manhã. Não renovava esse gesto artesanal desde adolescente. Retomei com gosto a importância de me agachar para as miudezas.

Despir os cadarços. Alternar a escova, a cera, e o pano. Descobrir as frestas e as ranhuras. Ocultar as pedradas da superfície, limpar os peixes de couro, reconhecer a sola e sua gula pelas profundidades pedregosas. Herdar unhas encardidas e o brilho dos pares ao final.

Os sapatos envelhecem juntos. Eles se igualam com o uso. Não há maior, nem menor. Adquirem a bondade da experiência. A generosidade da estrada.

E cheguei à conclusão de que o amor do amor é estar junto em qualquer região da linguagem.

Linguagem é mais do que lugar. Linguagem cria o lugar.

É a capacidade de dizer qualquer coisa para sua companhia e não ser classificado de grosseiro, deslocado, ridículo.

Não enfrentar uma revista ao embarcar para a viagem pelas vogais. Não ser indiciado. Desfrutar da confiança da observação e da amizade espirituosa.

Ser compreendido no ato. Ou antes mesmo.

Levar alguém para todo o país de sua imaginação.

Intimidade de olhar para a boca mais do que para os olhos, como dois apaixonados aguardando o beijo.

Quando posso ser sarcástico, debochado, pornográfico, poético, ingênuo, idiota, cínico, crédulo com uma mulher e não preciso me explicar, traduzir e pedir desculpa. E ainda parecer genuíno. E ainda parecer engraçado. E ainda parecer justo. E ainda parecer ousado.

Ser estimulado a não mentir.

Ser vários, e não perder a unidade. Ser muitos, e não perder o endereço.

Há algo mais vexatório do que brincar e outra pessoa permanecer séria? Estar se divertindo e ser julgado? Propor relações inesperadas e ser encaminhado para o chat de tortura?

Amor do amor é quando deixamos a expectativa pela esperança. Deixamos de repetir o que ela ou ele deseja ouvir, para se contentar com o que ouvimos. É uma imensa falta dentro da presença, uma imensa concordância dentro da discordância.

O amor é o contexto para aquilo que não tem explicação. O amor é sempre contexto para pensamentos desconexos, palavras excitadas.

Amor do amor é quando não nos envergonhamos de nada. Não há medo de dizer, pensar, errar. Quando o nosso pior continua sendo o melhor para quem nos acompanha.

Pra começar

A vida é sempre um recomeço, então estou aqui para repartir, partilhar, afagar, desabafar..enfim, escrever um pouco, e assim me conhecer mais. E quem sabe conhecer aos outros, não pretendo invadir apenas preencher, a mim e a tí, e me fazer um pouco revelar!

Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....