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sábado, 31 de julho de 2010

A for da pele ou a flor do desejo?




A for da pele ou a flor do desejo?

A flor...

Ah a flor,
A minha flor é quase chamas,
A pele,
Ah a pele,
É pólvora e faísca,
Num toque já grita,
Já clama...
Re_clama...

A flor e a pele são dóceis desejos
A pele quer pele e a flor pede beijo
A flor pede à pele que toque e atice
A pele quer cheiro, e da flor quer o viço...

Flor e pele, pele e flor,
Paixão que queima incendiando
Flor da pele quer amor,
Arde que arde afogueando...

Um passo do céu, outro da chama.
Um naco de mel, perder o juízo.
Um louco querer, que queima a cama.
Preciso da flor e da pele, preciso...


Poesia on-line de:28/07/10: Mote: “A flor da pele” inspirado na Música de Zeca Baleiro.

Saudade - Tautograma





Saudade (Tautograma)

Saudade,
Só sentindo
Sabe-se sim.
Só sorrindo, suporta-se...
Sei,
Sonhos são sentenças segredadas,
Sei,
Sobreviver, sombras segregadas.

Sustos?
Só se sucumbir sem saber...

Sementes,
Soerguer suavemente,
Soberanamente salvaguardar-se,
Substituir saudades,

Somente ser,
Simplesmente.

Luzes e cores ao teu chegar - Frases diversas




Frases:
Quando encontro teu olhar, afugento a solidão. Chega a alegria que rouba o lugar do vazio, traz preenchimento.


Quando imagino que tu vens, já é florido o meu olhar. Eis que tu chegas, o Sol acalora e orvalha o jardim, sou flores regadas de ti.


Sonho-te e me ponho a navegar, são nuvens de mar, no céu tenro e doce da tua boca. Faço navio de teus beijos, e vou, teus mares a singrar.

Ao teu chegar: nascente de um rio denso e volumoso que atira a outra margem o desassossego da ausência.

Incógnito sentir....




Incógnito sentir...

Tenho a alma entre o limiar do querer e o abandono,
Pouco atrás da retina há um desassossegado equilíbrio,
Que por vezes me tira do prumo, urgindo por um desalinhar...

Guardo no coração um sentir que não comporta,
Derramado e descompassado,
Oponho-me ao frio, quando emerge a ânsia que em mim se inquieta...
Nesta hora então afloro, desabrocho e me desfaço,
Sou rio sem mar, oceano a desaguar,

Ando com ar curto,
Vontade presa,
Respirar insano,
Olhar posto no azul,
Corpo que treme ao abandono...

Não sei o que vem ou vai,
Só sei que atravesso barrancos de frio, derretendo geleiras...
Um coração em estilhaços,
Parte é querer e compulsão, outra é abandono e solidão...

Nada me tem ou me doma,
Nada tem chave ou cancela,
Nau sem leme,
Corpo sem timo,
Solta caravela.

Nada me cerca ou encastela,
Borboleta atirada ao vento,
Piso orvalho com pés de desalento,
No que rio, sou leve e flano qual pipa no céu...
Um curumim mora em mim...

Quero um laço e um anzol...
Um anel,
Quero amarras,
Grade que prenda ao teu atino...
Quero arca e calabouço...

Só...

# POL de 28/07/10 cujo mote foi: “ A flor da pele” inspirado na música de Zeca

Enigmas do teu olhar _ Trovas




Enigmas do teu olhar _ Trovas
I
O teu olhar quis entender
Um dia ousei em vão decifrar
Nas retinas li o querer
Sublimado a me falar.

II
Depois mudou o traduzir
Veio a dor do desfeito encanto
Castelos vãos do iludir
Sonhos se fizeram pranto.

III
Quero mas não saberei
O que quer teu olhar dizer.
Esfinge que guardarei
Olhos sem nunca entender.
IV
Milagre ou miragem és tu?
Decifrar-te ou traduzir?
Devora-me, eis que sou nu.
Despe-me a alma, o meu sentir.

V
Enigmas são teus olhos
Jamais de amor me dirão
São dores, são meus abrolhos.
Suplicante é o coração.


Inspiração:
“Este seu olhar quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar
Doce é sonhar, é pensar que você
Gosta de mim como eu de você
Mas a ilusão quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou
Sonhou demais, ah! Se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos.” Este seu olhar, Tom Jobim

Poesia da Cura - Indriso



Poesia da cura

Fazer poema, encontrar razão.
Alheio, escutar letras e vontades.
Rascunhar o querer que vem do coração.


Pintar as telas vindas do intenso e fundo
Buscar no poço as palavras afligidas
Salvar do abismo o sonho mais profundo.

Esquecer a dor, sanar rancor, curar feridas.

Caçar nos negros versos a cor azul da liberdade.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A casa encantada


A casa encantada (EC)

Era uma casa muito encantada...

Não era propriamente uma casa. A meu ver era um gigantesco coração. Um amplo castelo das nossas alegrias. A casa que eu morei, dos avós maternos era exatamente assim. Não muito grande fisicamente, um pátio, um pequeno quintal onde fazíamos as reuniões musicais e meu avô cultivava suas ervas curativas. Mas sempre, sempre até a morte do avô foi um lugar oficial de filhos e noras, genros, netos, vizinhos e amigos. Um ponto de encontro fiel e diário. Todos os dias alguns tios, tias, primos, vizinhos concluíam o dia por lá, no famoso café de fim de tarde, era a hora que os irmãos se reuniam, os primos se curtiam, muita barulheira e farra geral.
Lá também vivenciávamos festas freqüentes, tudo consistia em motivo de comemoração, com muita música e comilanças. Os inícios de noite, não raro eram regados ao som de bons: violão e cavaquinho, os tios todos tocavam e ficávamos no quintal cantando e tocando, sem motivos aparentes.

Fim de semana ou outro tinham as famosas “Serestas”, regadas a muito som de viola, burburinho, alegria. Como parecíamos um grande clã de Italianos, as brigas de “casal” dos tios e tias iam findar lá, onde o avô ia dar o veredicto final, ralhar e apaziguar. Um misto de “A Grande Família e Balança Mas Não Cai”.

Adorável tempo, de esperanças e risos, tristezas comum, a casa das lembranças.

No Círio de Nazaré, todos íamos ao grande cortejo e na volta o regalo do almoço era lá. Vinham primos de toda ordem, aqueles que sempre estavam juntos e os mais distantes, vinha minha mãe do interior com o irmão, uma grande e calorosa confraternização que se estendia pelo dia todo.

Nos dias comuns, eu não compreendia como a avó conseguia fazer um tanto “X” de comida, a comida saborosa e cotidiana, e ao longo das horas iam chegando, filhos, namoradas dos filhos, filhas, genros, noras, netos aos poucos e aos montes e a comidinha ia se multiplicando, multiplicando e todos comiam e comiam bem. Efeito secreto e multiplicativo da comida e do amor do coração da avó. Isso nem precisava ser no domingo, quando ela fazia algo mais especial, simples, porém de sabor inigualável.

Eu fui uma tonta, que a vi cozinhar dia após dia, até ajudava no cortar dos temperos, mas não aprendi seu paladar cheio de sutis delicadezas. Vi também costurar muito, usei muito de suas modas, era minha costureira particular, fazia roupinhas para quase todas as netas, outro dom que não herdei, nem aprendi.

Mas fui feliz com eles, e sou feliz com suas memórias. Foi um tempo bom. E adivinhem de quem era essa casa, esse castelo, esse lugar acolhedor e especial?

Casa dos avós.
Meus avós.


*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - Dia dos Avós
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Um dia para lá de especial




Um dia para lá de Especial (EC)

Santa Ana e São Joaquim. Ela protetora das mulheres grávidas, dos que desejam ter filhos, segundo a história Mãe de Santa Maria. São Joaquim o pai de Maria.
Conta a história que Santa Ana já possuía uma idade avançada e não engravidava, mas nunca perderam a confiança e a fé, um dia Joaquim retirou-se em meditação ao deserto, um Anjo do Senhor apareceu e disse que Deus concedeu a graça de poderem ter um filho. Joaquim voltou e tempos depois Santa Ana engravidou e nasceu Maria que seria futuramente a mãe de Jesus.
Dia 26 de julho, dia de São Joaquim e Santa Ana, padroeiros dos Avôs e das Avós.

Mas isto é começo da história. Só o início, afinal avôs e avós são “o que há”.


A por assim dizer faculdade de ser avô ou avô não tem data ou idade, alguns o são bem jovens, outros na idade mais madura. O que conta é a decorrência de tudo, nossos filhos, que tem seus próprios filhos e que nos presenteiam com esta herança delicada e doce.
Ser avós é um exceder no querer bem, no conceder. No doar-se sem medo ou reservas.

Lembro um fato que aconteceu comigo, meu pai condenou meu casamento precoce, e meio que me destituiu do “cargo” de filha. Casei e tive a filha sem as “bênçãos” dele. Ficamos sem nos falar, não por mim, mas porque ele havia me deserdado digamos assim. A vida correu,e um belo dia quando a filha tinha dois anos eu creio,decidi visitá-lo no Marajó, fui na certeza de que ou ele me receberia ou eu iria para um hotel, mas o certo é que eu iria. Não avisei, tomamos um navio (somente eu e ela) e chegamos às terras que eu tanto tinha saudades. No início ele ficou meio estranho, desconfiado, mas a graçinha da filha conquistou a ele de cara, e logo estavam os dois brincando ela montada nas costas dele fazendo de “boi”, colocando “chiquinhas” nos cabelos dele, passando talco, maquilando e ele aquele homem duro e moralista que havia me mandado embora, tava lá, bobo até o fim. Virou um avô juramentado, como diria Odorico.
Avôs e avós são assim, exatamente assim, seus corações não tem limites ou fronteiras, seus amores são acrescentados, acrescidos de muito mais tempero, de muito mais amor.
Lindo dia dos Avós para todos os Avós!

*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - Dia dos Avós
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Especial para as avós




Especial para as avós (EC)

O dia é dos Avós. Conheci e convivi com um avô e duas avós, mas quero voltar minha escrita para a figura feminina, a avó. Não que eu não ache avô importante, acho sim, importante igual, mas no meu caso elas fizeram uma imensa diferença.

Esse tema é sem dúvida um dos mais comoventes para mim. Afinal tive duas belas avós presentes infinitamente na minha vida. Com uma no Marajó, morei até meus dez, onze anos. Com a outra em Belém morei até o casamento.Foram duas experiências riquíssimas na minha vida, compartilhar com elas os meus dias,envolto de afetos e doação, convivência esta responsável por muito da pessoa que sou, de tudo que sou.
Fui a primeira neta das duas e ambas me queriam bem demais. A Vó Joventina Valois, mãe de meu pai, lá no Marajó me cuidava e protegia das peias de régua de minha mãe. Quando eu aprontava, e minha mãe queria “corrigir” eu me sentava na rede da vó (ela passava o dia se embalando numa rede) com ela, e de lá minha mãe não me tirava. Até que os ânimos acalmassem. Ela era cega, e não me conheceu visualmente falando, mas sabia de tudo de mim. Meus longos e volumosos cabelos negros eram desembaraçados e enxutos por ela todo dia. Anjo no céu...

A Vó Arcila Pinto Marques essa me teve perto até que eu casasse. Morei com ela já que minha mãe continuou no Marajó com o pai. As experiências da adolescência e da vida adulta foram por ela acompanhadas. Vibrou e sofreu comigo sempre, era uma espécie de anjo, protetora dos arroubos moralistas de meu avô. Era cúmplice nas minhas “armações”, me dava o "dim dim" do cigarro (já que fumava escondido do avô e dos pais), convencia o Vô para eu sair, ir para as festas, era uma mulher simples, mas muito a frente do seu tempo. Moderna eu diria. Amável e doce, a casa assim meio de italianos, sempre cheia de netos , sempre muitas festas envolta em alegria. Partilhamos muito, inclusive a solidão da perda do avô, os filhos todos casados, restamos eu e ela juntas... Delicada figura. Amável, de quem acho que herdo muito, mas nunca serei como ela. Tão especial assim.

Sinto que hoje, os netos não curtem tanto as avós, acho também que são importantes na formação da pessoa que somos, e as respeito muito. Mães das mães, mães dos pais, mães duas vezes, amor em dobro, querer-bem em dobro, tudo nelas é em dobro inclusive cuidados, zelo, e também a face boa de ser não mãe, mas avó, e poder se permitir algumas regalias, algumas concessões.

Vó é mãe duas vezes. Vó é tudo. Ando louca para ser uma...

Este não é um texto assim rico na escrita, é mais uma reflexão, uma nostalgia, uma saudade, pura emoção. Pessoas que marcaram muito e peço licença para essa pequena homenagem.

*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - Dia dos Avós
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Na foto, minha vó Joventina Valois, de Salvaterra, Pará

Sem casa, sem dia...


Sem casa, sem dia...


Sinto-me assim:

Porta lacrada,
Sem sol sem janela,
Vazio de intenso habitar,
Hoje e há tempos,
Esse é meu verdadeiro lar.


Casa seca de alegria,
Sala sem cadeiras, sofá...
Quarto?
O que é que eu faço?
Vida é escassa e louca,
Sem camas nem aparatos, vida é pouca.


Espaço sem nexo,
Canto sem afeto,
Parede oca,
Vaga.

Cozinha não há,
Comida é só o desejar.

Jardim sem florada,
Nada é demasiado pouco,
Tudo é abundantemente muito,
Quando bastante é a ausência,
Intensa falta de tudo.


Não mesmo o que registrar,
Se não a tortuosa dor do carecer,
Um lugar sem eco ou calor,
Sem cheiro, cor ou razão,
Habito um naco vazio de emoção,
Há apenas esse meu vago existir...


A casa?
Uma esquina qualquer,
Reformou-se em pó da solidão,
Só o esperar repercute,
Um confiar inócuo de nem se o quê,
De ansiar e corroer,
De um ser que nunca vem...


Pétalas compactadas no caminho,
Lacradas a fogo no meu trancafiado coração,
Chave da porta que se perdeu,
Chave para que? De quem?


A casa, a casa nem portas têm...


# Inspirado nos versos do poeta “Poeta de classe média”, denominado "Sem Vida”,
Publicado no Recanto das Letras em 18/07/2010
Código do texto: T2385988

Nunca tua flor eu fui - da Série "Canções e Re-Versos"






Não sei se sou Flor,

Mas sei dos espinhos que a dor por ti causada evoca,
Por isso quero apenas decifrar o desconforto do abandono,
E com isso degustar o sal que verte,
Esmiuçando o que dói,
Deixar que emurcheçam os poros...



Por isso permite que agora eu vá,

Não deixa o teu riso cruzar com meu pesar,
Teu rir é incompatível com o meu chorar,
Teu brilho de sol ofusca meu lívido luar.
Portanto desta vez, deixa que eu vá...


Pensei teu Sol a iluminar meus dias,
Raios teus que me cabiam,
Pratas do meu luar ávido e enternecido
Porém pequei pus minha alma da tua assim tão perto
Não houve encontro, e sim deserto,

Escuro e solidão...


Quando tu despontas já estou a me aninhar
Ao teu deitar solene, sou eu em prata a brilhar,
Razão porque esse encontro certo nunca não dará...
Ciclos que se fazem, desfazem e refazem,
Eterno desencontrar.



Nunca tua flor eu fui...

O que sonhei, desfiz,
Com o teu destituir.


“Espinhos somos no caminho de nossas próprias flores...”



“Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua...”
A flor e o espinho: Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Alcides Caminha.

domingo, 18 de julho de 2010

SOMOS UM EM UM//UM e UM // DOIS//MAIS UM// MAIS QUE UM - Denise Severgnini// Roseane Ferreira // Gilnei Nepomuceno//Mardilê Fabre //Vilma





SOMOS UM EM UM


Composição harmônica
conjugados no mesmo repertório
embalados na melodia amor


Denise Severgnini

SOMOS UM EM UM//UM e UM


Composição harmônica//uníssonos acordes
conjugados no mesmo repertório//melodiosos compassos
embalados na melodia amor// Sonata composta de paixão...


Denise Severgnini// Roseane Ferreira

SOMOS UM EM UM//UM e UM // DOIS


Composição harmônica//uníssonos acordes // Laços de sons
conjugados no mesmo repertório//melodiosos compassos // Nos lábios
embalados na melodia amor// Sonata composta de paixão... // Somos um


Denise Severgnini// Roseane Ferreira // Gilnei Nepomuceno


SOMOS UM EM UM//UM e UM // DOIS//MAIS UM

Composição harmônica//uníssonos acordes // Laços de sons // prendem-nos
conjugados no mesmo repertório//melodiosos compassos // Nos lábios //dós, lás e sóis
embalados na melodia amor// Sonata composta de paixão... // Somos um//no mesmo compasso


Denise Severgnini// Roseane Ferreira // Gilnei Nepomuceno//Mardilê Fabre



SOMOS UM EM UM//UM e UM // DOIS//MAIS UM// MAIS QUE UM

Composição harmônica//uníssonos acordes // Laços de sons // prendem-nos// música sonora
conjugados no mesmo repertório//melodiosos compassos // Nos lábios //dós, lás e sóis// sustenidos e bemóis
embalados na melodia amor// Sonata composta de paixão... // Somos um//no mesmo compasso// a sós, espargindo o mesmo espaço


Denise Severgnini// Roseane Ferreira // Gilnei Nepomuceno//Mardilê Fabre //Vilma

Ele I


Ele I

Ele,

Para mim foi imensa constatação de alegria

Foi à expressão do meu melhor sorriso,

A luz extravagante do meu profundo olhar.

Despertando possibilidades que nem podia imaginar.

Ele,

Que existiu completamente, amor forte e resistente

Foi chama fogueira, cobertor, minha fonte de calor

Foi energia, ausência de solidão e nostalgia,

Foi encanto, real magia, mágica fantasia.

Ele,

Foi o sentir mais intenso, a presença mais densa,

O presente mais caro, o descobrir mais raro,

Foi sinal de esperança, pleno sol, pura confiança.

Ser justo, de honradez, dose exata entre o homem e a criança.

Ele,

Elo indestrutível com a lembrança, tempo irreparável,

Dor incalculável da partida, lugar vazio sacralizado.

Foi único e incomparável, foi amor concretizado.

Tem em mim acervo próprio, um memorar com zelo velado.

Ele é:

Suave saudade, impetuosa verdade,

A melhor lembrança, agrado inolvidável,

Prova do existir do amor, palavra inexprimível,

Puro e verdadeiro amor, eternizado no coração.




Trovinhas " Dizeres do Coração" - Da Série " Canções e Re- Versos"




“... Sim, promessas fiz
Fiz projetos, pensei tanta coisa
E vem o coração e diz
Que só em teus braços, amor, eu posso ser feliz...” Promessas- Tom Jobim


Trovinhas “Dizeres do Coração”

I
Jurei para mim, jurei.
Alegre fiquei fiz planos
Sonhei ser feliz, sonhei.
Por fim notei ledo engano.
II
Pensei sair dessa agonia
Mas eis que o coração clama
Fala que a minha alegria
Só nos teus braços é chama!
III
Diz que o amar é dor infinda
Trago em mim essa bonança
Que faço com esse o amor?
Esquecer: sem esperança!
IV
Prometi não mais sofrer
Arrancar o sonho vão
Mas quem manda é esse querer
Rumo quem dá é o coração.
V
Então ele vem e me diz
Conta-me que só em teus braços
Haverei de ser feliz
Feliz envolta em teus laços.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ele II




ELE II (EC)

Ele,
Quem sabe é a razão do meu verso,
É quem eu quis e quero por perto,
É rumo do impreciso, amor incerto...

Ele,
Expressão da poesia, implícita emoção,
Marco dos meus dias, intensa revolução,
Retrato grafado na alma, face da solidão.

Ele,
Tão bom e tão certo, feito de amor para se dar,
Presente que não merecia, e não soube aproveitar
Um ser surpreendente, cada dia um reinventar.

Ele,
Mais sim do que não, perto do ser perfeito,
Aquarela rara, obra intacta, especial jeito,
Um amor a ser guardado, acalentado no peito.

Ele,
Um homem para amar sempre e com certeza.
Que vive o amor seus nuances, suas delicadezas,
Um alguém que ensinou um tempo de sutilezas.

Ele,
Passou e marca deixou, veio e história contou,
Especial, envolvente, grafado na alma ficou,
Amor pleno, intenso, real e reluzente partilhou.

Ele
O meu verdadeiro amor, que fisicamente se foi,
A saudade que vem e trás junto versos assim,
Ele quer perto, distante, é presente, habita em mim...

Ele
Pode ser o sentido e o significado de tudo,
Todos os caminhos e os motivos,
Ele pode ser a razão pela qual vivo. (Like “She”)

Incentivo a Inspiração:
She
Composição: Charles Aznavour / Herbert Kretzmer

“... She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is

She, she, she...”


*****
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Meu Homem-Herói – Um clamar ou protestar... ( EC)




Meu Homem-Herói – Um clamar ou protestar... ( EC)

Ando causticada de imagens que inundam de enganos a alma.
Não, não estou deprimida e nem tão pouco de baixa auto-estima,
Só estou rouca de gritar teu nome, e seca de reclamar teu calor.
Não quero Herói nem Anti-Herói, passei do tempo do Super Homem,
E o Príncipe da Disney ficou um tanto para trás.
Quero sólidas bonanças, que me tragam de volta a criança,
Que reformulem meus sonhos esvaziados pela solidão.


Prefiro ficar com o “Homem Aranha” de Jorge Vercilo,
Que me salve e atire ao precipício das paixões,
E ao mesmo tempo cuide de mim, das crianças, partilhe as contas e o lavar louças.
Esse herói que me arrebate sem me roubar os pés do chão,
Nem roubar meus bens, materiais e emocionais.
Essa é a teia que quero cair.
Prender-me.


Se assim não for, continuarei a andar sobre corda bamba,
Plenamente confiante e com meu chapéu coco...
Ou solta nas marquises, presa apenas ao precipício,
Preferirei os votos de “só” que aliam a paz.
Sou segura e sou capaz. Banco-me e me amo.
Por isso reclamo por ter motivos mil para querer repartir.
Compartilhar meus dias cheios de poesia, e as noites quentes da minha maturidade.
Por isso brado! Se não vir apto ao envolver, um cão sequer acolher,
De verso nada entender, e nada tiver a dizer não se atravesse.
Não há mar, nem haverá velejar.


Homens de bem ou do bem: reservem-se ou entreguem-se,
Jamais parem no meio do caminho. Na dúvida, não há o que duvidar.
Sapos, não aquecem os pés,
Príncipes ou Cavalheiros já cegaram suas espadas e se foram seus cavalos,
Homens de bem são bem - vindos,
Desde que tenham as asas da liberdade que possuo,
Voejem soltos e sem laços ou nós,
E queiram se atar a mim.
Only this...
Only me.


Se assim não for,
Desarmem-se,
Não haverá partidas ou partilhas.
Quero teias e Homens - Aranhas.


Assinado:
Alguém que se socorre na lucidez pendurada a um varal por sobre o poço da solidão.


*****
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Dia do Homem _ Alerta




Dia do homem - Alerta

Não tenho muita propriedade para falar sobre, afinal tal como nós (mulheres) são complexos e surpreendentes. Ter um dia específico, mais do que função social é caçar mais uma data para vender, vender...
Mas tá valendo. Por isso estou cá a me debater com o tema. Homenagem ou reflexão? Ambos. Afinal são nossos parceiros, irmãos, filhos, pais, amigos, companheiros. E quem não teve algum convívio com um? Impossível. Fazemos à vida juntos, promovemos a procriação também juntos, apesar das evoluções no mundo genético-reprodutivo, precisa-se da parte de cada um para gerar uma vida, seja qual for à forma de geração. Tradicional ou não.
Homens e sexo masculino.

As possibilidades já em muito evoluíram. A sexualidade avançou, o homem tem garantido muitos direitos, o homem homossexual avança nas conquistas, pode casar adotar junto com o parceiro, e considero isso louvável. Respeito e admiro as causas, as classes. Admiro as diversidades.
O mundo muda. A família se reorganiza, os papéis se ampliam, e homens podem e devem partilhar todos os ramos ativamente com as mulheres. É bom ser igual, é bom poder andar no mesmo compasso.
Homens como humanos, bons e ruins.
Alguns são moldes, exemplos, ídolos nas nossas vidas. Meu pai, por exemplo, um modelo de retidão. De quem herdei muito.Geneticamente e através das orientações e convívio. Claro tenho muito das qualidades e também dos defeitos, mas é um homem admirável para mim.
O Homem e o dia de hoje.
Mais do que uma forma de valorização, a data em alguns estados, cidades, é comemorada através de campanhas que visam conscientizar o Homem a cuidar mais da saúde. A cuidar-se mais. Para o Ministério da Saúde as doenças que afetam o sexo masculino são um problema de Saúde Pública. Segundo pesquisas a cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens que vivem em média sete anos menos que as mulheres e tem mais doenças tipo, diabetes, hipertensão, triglicérideos, colesterol e cardíacas.
Por várias barreiras inclusive culturais, os homens procuram menos por tratamento médico, cuidam-se menos que as mulheres e quando o fazem as doenças já estão em grau avançado. Esses obstáculos precisam e devem ser rompidos, há uma grande campanha do Ministério da saúde para isso, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.
Vale destacar aqui, como informação e alerta que o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil é o câncer de próstata, perdendo apenas para o câncer de pele.
Por isso, a minha mensagem pelo dia de hoje é que se cuidem mais, façam os exames periódicos, e sejam felizes!

Incluo aqui algumas interessantes fontes de informação e pesquisa, sobre os temas, para conhecimento e divulgação.

1. Saúde do Homem
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33061

2. Saúde do Homem - Diagnóstico completo da saúde do Homem http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33353&janela=1


3. Câncer de Próstata
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Haicai 244




Haicai 244

Animais se encolhem
Homens buscam agasalhos
Querer aquecer.

Haicai 243




Haicai 243

Perfumes e cores
Alegram e contagiam
Sorrir da estação.

Haicai 242




Haicai 242

Pintura e matizes
Misto de azul e arrebol
Por do Sol de outono.

Poetrix e derivações várias, tema: “A Flor”




Poetrix e derivações várias, tema: “A Flor”

POETRIX

Flor

Da boca
Do beijo
For do beija-flor.


TAUTOTRIX (A FLOR)

AQUECENDO

Ar adocicado
Aroma apimentado
Ávido aspirar...

FULGURANTE FRAGÂNCIA

Frêmito, frenesi
Feito fábula,
Faz florescer, frescor floral.

LÍRICO LUCUBRAR

Lábios, labirintos
Luxuriante, lascívia
Lânguido levitar.

ODE

Olente orvalhar
Olimpo ofertar
Oração, orbitar...

REALEZA

Raro remédio
Rubro rubi respirar
Redimir revigorar, risos recuperar.


EROTRIX

CHEIRO

Entontece
Minha flor
Tua Boca.


AROMA

Vento que embebeda
Embevece o ar
Cheiro da tua boca.

FEITO ASSIM

Entregue desejosa
Pura condenação, fetiche.
Presa ao teu amar...


LETRIX

CONDENADA

C
O
N
D
E
N
A
D
A o perfume da tua boca // Ao ar que sorvo de ti //Ao perdido amar.



MINICONTRIX

É um Jardim?

- Não...
- Primavera?
- Nada..., boca e palavras.

................................

“Fala ao meu nariz
Quero sentir o cheiro das tuas palavras
Fala pra eu sentir
O cheiro da tua boca e manifesta assim
A flor
Que tens dentro da boca
Vento bom me faz delirar.
Quando chega perto então é só soprar
E condenado estou
A amar...

Mais que um feitiço você me lançou
Inspirou perfume aroma sedutor
Da tua voz e dos teus...
Ais...” A flor - Lia Sophia.

Adendo:
Lia Sophia é uma cantora e compositora daqui do Pará imensamente talentosa de quem sou super fã. Aqui aproveito para divulgar o Site dela onde você poderá saber mais da sua obra e ouvir suas músicas, inclusive “A flor” objeto de meu inspirar.
http://www.liasophia.com.br/

Eu ... nós...




Eu... Nós...

Sou um poema solto, errante.
Na chávena sou um verso fumegante,
Sou letras sem parcimônias,
Chego e me aconchego em dias de sol escaldante.

Feita fui de harmonia,
Sou simétrica, simetria,
Na noite sou prata e nostalgia,
Trago na pele grafado o vôo livre da alegria.

Não sou de me anunciar, mas se o faço en_canto,
Entro logo pé ante pé, mais flutuo do que ando,
Na oficina do peito construo, sou operária do riso e do pranto.
Não prenuncio rimas, extraviando estofes, sigo di_versificando.

Simbolicamente traço,
Arranjo filas de sílabas perdidas,
Componho e conto, dou ordem faço cantigas,
Há um rito peculiar, uno no traço que faço.

Será que sou de encantar?
Ou feita de leves cantos?
Sou eu num poema a morar?
Ou mora em mim o versejar?

Não sei, nem quero entender,
Mistério e fascínio a nos intrigar
Afeitas que somos uma a outra,
Eu e a poesia, entranhadas, viscerais...
Ambas, além do mero compreender...

Roseane Ferreira

POL de 13/07/10, mote: Poesia, fascínio e mistério

Sapatos, uma paixão...





Sapatos, uma paixão...

Não uma fissura ou doideira, um gosto digamos com certo fetiche. Tenho alguns, digamos muitos, se tivesse mais espaço faria um Closet só para eles. E periodicamente os arranjaria,de várias formas.Num mês pelo estilo, em outro por quantidade de vezes usada, de outra vez pelo preço e valor material,por cores,tempo de uso/aquisição.E por ai a fora.Seria divertido.Sapatos e paixões,amores, qual a semelhança?
E não é que tem?
Vejamos, não foram tantos que careça de um Closet, nem daria para arrumar assim mensalmente sem repetir os critérios, mas... Daria sim uma organização boa. Por exemplo: Tem aqueles prediletos, tem sim, sabe aqueles que me foram caros? Muito caros? Lógico que foram bem poucos, não comportam nem os dedos de uma mão, mas fazem jus ao critério; foram caros para mim. Pois é tem até um (único é claro) que ousaria sem pestanejar classificá-lo como “Raro”, “Obra de Arte”, algo realmente único, e certamente teria um compartimento especialíssimo no meu armário. Com redoma, veludo, vidro a prova de bala e tudo. Ah, me achando exagerada né?Mas é merecido esse carinho. Posso assegurar.

Noutra seleção haveria aqueles que foram bons, razoáveis, mas usados no tempo correto, depois perderam a graça, estão lá, uma hora ou outra uma roupa ou ocasião pode pedir suas presenças. Deve estar me achando meio maluca de certo! Pois que nada, sou pura lucidez. Mas voltando ao caso: o tempo esse que vivo me deu algumas lições, ensinou, por exemplo, que só devo usar aqueles que me valorizam, me destacam,ficam bem, acrescem minha auto-estima, me põe para cima, causam conforto, são fofos, gostosos, macios, e elegantes... e ando seguindo a risca. Por isso tem uns que já foram descartados, semi-novos, mas uma só usadinha e a constatação de que não são tão bons,neste caso melhor passar em frente.Sabe como é, o que não me serve, pode servir e muito para alguém, e sempre há um pé velho para um sapato abandonado! Ops! Ou seria ao contrário? Tanto faz...

Mas nem tudo são flores ou cores. Tiveram aqueles que enganaram pela aparência, talvez a pressa, a urgência e juro, na primeira usada, se partiram todos, sem chance de arrumar, infelizmente, só pondo fora mesmo e pior, deixam a gente na mão nos momentos mais cruciais. Que chato!
Já têm outros que valem as reformas, trocar aqui, costurar ali, dar uma valorizadinha, mudar o look, mas mantê-los, pois é uma espécie de “xodó”, sabe os queridinhos? Pois é. Não, não me ache lunática, é bem assim. Pares e pares e às vezes, pés descalços... Pura ironia.

Dia desses, bem recente, fazia tempo não me aventurava nesse campo, daí vi um dito “um”. Aparência simpática me conferiria até bom charme, pensei daria para usar tranqüilo, até animei. Olhei reolhei, avaliei (cheia de cautela), mas ele do outro lado me tentava, convidava uma luta árdua, até que decidi dar uma esperimentadinha, sem levar claro, tipo ceder a tentação da prova só para ver como fica. Cara, não ficou. Deus é testemunha, eu tentei. Mas não rolou, sabe, quando não cai bem, e se começa a ver mais os supostos defeitos e eles se sobrepõem tanto, se destacam que fica inviável. Claro, não levei. Espertinha eu né. Auto lá, ah, quer saber mais sobre o dito? Posso te adiantar que tinha um cheirinho safado, e não era culto, inteligente, nem tão educado como aparentava.
Agora pirou de vez! Quer saber como é um digamos “sapato” culto e inteligente, pois eu te digo, tem, mas isso já é outra conversa...
Mas que tem, tem...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Amor de várias faces - Indriso




Amor de várias faces

Amo-te em pedaços, parcelas de fantasia,
Uma parte pertence ao hoje, à outra para te amar outro dia,
Amo-te em dois destinos, um que tracei contigo.

Outro por mim tramado para te ter em dobro,
Amo-te inusitado, um amor que se reparte,
Para que nunca faltem (tu e o amor), nem agora e nem depois.

Sou feita de duas vidas, dois elos e dois caminhos,

Em ambos volto-me a ti, em todos é tu meu timo.


Roseane Ferreira



E por te amar assim em vidas separadas, te amarei hoje e sempre, ainda que algum amor me falte. (Roseane Ferreira)



E de te amar assim, muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. (Soneto do amor total – Vinicius de Moraes

POL de 12/07/10 mote: Soneto XLIV de Neruda.

Versos Extraviados





Versos Extraviados

Busco no universo afetos perdidos. Vagam submersos no rol das desesperanças meus sonhos, segredos. Não sei exatamente a cor que outrora tive no olhar. Sei que secos de ternura, são áridos descaminhos.

Não sei exata a cor da felicidade, mas sei que tem matizes, qual meu olhar, ausente e ti.
Nunca pude definir o dia mais feliz, a expressão da verdadeira alegria. Mas sei que a face do real abandono é o regresso do teu tardio olhar.
Não sei de “sins nem de nãos”, busco acordo com cada “talvez” da tua presença.

Ando, ao largo e ao longe, deserta e a deriva,
Busco um caminho,
Chegar perto,
Do ar que é teu...
Agonizo da tua falta.

Cato razões inversas para acertar meu verso, troco rimas por sugestões que rendam contentamento.
Não conheço o som emanado do olhar, tampouco o reflexo da palavra que evoca o amar. Nunca soube da energia contida no regressar, sei apenas do vácuo do partir, do oco do deixar. Não sei do pressuposto de te ver tornar.

Navego e me entrego no pouco que resta do expectar. Tem horas que o afligir cega o pensamento. Dai sigo nublada, sem pontos, sem pausas, sem parágrafos, sem exclamar.

Apenas algumas reticências
(...)
Reminiscências,
Parcos versos extraviados,
Mero acaso do olhar...

sábado, 10 de julho de 2010

Sedento _ Erotrix





Sedento

Cravando inconteste
Cavalgando célere
Ânsia de prazer.

Pulsações _ Poesia




“...Aí diz o meu coração
Que prazer tem bater se ela não vai ouvir
Aí minha boca me diz
Que prazer tem sorrir
Se ela não me sorri também
Quem pode querer ser feliz
Se não for por um grande amor”; Desenho de Giz, João Bosco


Pulsações...

O que faz pulsar se não o amar?
E quão bom é saber que as pulsações se devoram?
Que sons unem-se ao nosso desejar?
Vibram, ecoam e calam ao nosso cansar?

AH, como é bom saber que amar é verbo e carne em nós,
Que há compassos e descompassos,
Rimas perfeitas na sonata de nós dois...
O que então faz existir que não seja este sentir?

Como é ser feliz sem elo e sem anelo?
Sem saber, espera que nada fará chegar,
Como?
Como da face um sorriso arrancar?
Se cá dentro a alma quer sangrar,
E do sorrir, brota um chorar?

Há que tu me sorrias,
E desencave o riso meu
Provoques mágicas fantasias,
E revolva o triste rimar...

É certo de tudo,
De cada coisa,
É correto e simples afirmar,
Ser feliz decorre de um só verbo,
Um só proceder,
Feliz,
Felicidade,
Derivando de amor,
De amar.

# Também uma simples mas sincera homenagem ao poeta dos afetos, do Amor. 30 anos sem Vinicius de Moraes.












O que vai a um olhar? Pensamento




I - O que vai a um olhar?
É tanto que vai, atravessá-lo significa desvendar inconfessos segredos...
Olhares são portas, enigmas...
Cofres que segredam a própria vida...
Olhares falam, lábios vêem...
Juntos: um paraíso ou não...
Quem sabe a perdição...

Desenhos _ Da série " Canções e Re- Versos





“Quem quer viver um amor, mais não quer suas marcas
Qualquer cicatriz
A ilusão do amor, não é risco na areia é desenho de giz.” Desenho de Giz, João Bosco.



Desenhos

Gravuras tuas em mim.
Já grafei teu nome na roseira,
Cada grafo um risco de sangue...
Acabei por me arranhar nos teus espinhos.

Rascunhei na areia tua imagem
Grão por grão, fiei fagulhas,
Fiei sonhos, fantasiei alegrias,
Ao vento foi-se, desfez...

Risquei meu verbo sobre o teu
Rabiscos, de giz na parede,
Tempo breve água forte.
Marcas postas ao léu.

Impresso em cimento,
Na borra do asfalto,
Traçado no pó de café,
Na nata do copo,
No grafismo clandestino,
Nos lanhos, arranhos e enganos,
Mensagens de ti,
Teu nome, sempre,
Aqui e ali.


Qual delírio,
Tua letra nas nuvens,
No céu de minha boca,
Pelos meandros do existir,
Linhas avulsas, pintadas para ti.

Sou inteira tatuagem rematada e conclusa de ti.

Sou plenitude, TUA inquietação - SUBLIMINAR com Denise Severgnini





Sou tua...

Ato-me a ti em grilhões
Liames de amor-paixão
Cativa dos teus encantos!

Denise Severgnini


SOU plenitude
TUA... inquietação

ATO-ME por desejo, quero prender-me a ti,
Aberta ao teu invadir, perscrutar...
TIro os véus, desnuda sou,
EM teus olhos, espelho desejos,
GRILHÕES que procuro laços teus...

LIAMES desse devotar,
DE todo esse imenso ansiar,
AMOR-PAIXÃO, enlevo, devassidão,

CATIVA eterna vou ficar,
DOS teus caprichos, dos meus arroubos de amar,
TEUS gozos vorazes, meu apetecer, degustar.
ENCANTOS!Querer sempre mais... sempre mais... mais....

DENISE SEVERGNINI / Roseane Ferreira

Dedilhar das Rosas




Dedilhar das rosas

Toco tua tez, tremulante,
Deslize dos dedos desejosos,
Roço, rastejando reconheço...

Aspiro ávida aromas aquecidos,
Embriagada, envolta, entregue estou,
Sinto sutilezas, suaves sensações...

Ápice, ato, afoita, arfante, ardoroso amar,

Grunhindo, gana, gastura, gotejando, gozar...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cartinha para Cristina




Cartinha para Cristina

Você bem poderia ter sido minha irmã (risos), mas se o fosse penso que não seriamos tão próximas, no sentido de afinizar. Isso significa que existem algumas pessoas que são mais queridas ,estimadas até mais que aqueles que nascem na nossa família biológica.Creio serem a nossa família espiritual.Assim eu senti no imediato momento que a vi pela primeira vez na Sead,isso lá se vão aproximadamente vinte e poucos anos...

Achei você alegre, simpática, bonita e muito franca, a tradução da sinceridade, da verdade. Um pouco até impactante, dona das palavras firmes, fortes, positiva e prática. Nisto, um tanto diferente de mim, por isso talvez eu tenha achado bacana, sim, porque você tinha a “coragem de dizer” que me faltava...

Diferenças a parte, penso que a adotei como irmã, aquela que eu não tinha, nem perto nem longe. Daí para frente, construímos uma amizade intensa e verdadeira, que nem à distância, nem o silêncio advindo do não conviver diário consegue modificar. Posso assegurar a você que “te gosto igual” ao que gostava antes, e que nunca a esqueço.

Você é muito querida para mim. Uma parte, um capítulo ou vários importantíssimos na minha história.
Por isso, hoje, em especial, rogo a Deus pela sua alegria, saúde, paz, sucesso e felicidade.
Rogo pela paz no seu lar,
Pela harmonia na sua família.
Para que os seus presentes venham recheados de enormes energias, envoltos de amor,
Peço também que o tempo seja condescendente no que for possível e em especial a fazendo mais madura para ler as entrelinhas de cada dia, para que seu discernir seja aguçado, sua compreensão aflorada, percepções oriundas do maturar.
Que seja sempre uma mulher linda, amável e alegre! Bela em todos os sentidos!

Mais que me considerar sua amiga e você minha, sou sua fã, admiradora!
Obrigada por existir na minha vida!
Mil, milhares, incontáveis alegrias sempre!
Deus sempre esteja em você e com você!

Beijos e carinho,
Rose


# Enviada para Cris, uma amiga querida que reside em Macapá, no dia do niver dela.

EROTRIX - relevos,aventuras, entre_meios e viagens....





Da série " Canções e Re - Versos"

“... Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar...”, Paixão – Kleiton e Kledir.

EROTRIX

Relevos

Teu corpo decifro
Caminhos desvendo.
Achar ou perder?

Aventuras

Embarco viagens
Mares revoltos
Emergir ou submergir?


Entre_meios

Fúria dos corpos
Desejos cumpridos
Marcas desenhadas.


Viagens

Em espasmo flutuar
Pisar nuvens
Sem asas, pairar.



Um dia chego lá...(?)




Um dia chego lá... (?)

Refletindo...
Mas, onde?
Aonde afinal chegar?
Tantos lugares tentei,
Tantos portos aportei,
E os mares que naveguei?
E em lugar algum cheguei...

E agora...
Fico a pensar,
Caminho para que lugar?
Será, hei de enfim chegar?
Continentes vou cruzar...
Oceanos transpassar,
Desertos a meditar...
Chegarei?
Não sei ( )
Vou tentar...

Em sonhos sempre viajo,
Na idéia, imaginação,
Transporto-me,
Sigo aspirando,
Fantasias, devaneios,
Tem asas meu coração.

Percorro, prossigo assim
Flutuando no caminho
Viagens, para dentro de mim
Descobrindo escaninhos...

Vou, sigo
Vou assim
Sozinha
Vou rindo da vida
Chorando na despedida
E nem sei,
Chegarei?
Será?
Lá?
Não creio,
Quem sabe?

Não sei...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pequeno Expressar.. Diversos Minimalistas....




Pequeno Expressar (EC)

POETRIX

Lost...

Lá?
Onde?
Eu... chegar?

TAUTOTRIX
Livre

Liberta
Lá, longe...
Levitar...

ACROSTRIX

PER to ou longe, aqui ou lá...
SIS temático sigo a risca ou o risco, vou.
TIR o a dor e ponho o riso, hei de chegar.

Esperar – LETRIX

E
S
P
E
R
A
R ios navegar// desertos cruzar//para um dia junto a ti chegar.


Um - FIB

Dia
Chego
Perto, junto
Do teu coração
Onde quero morar, tu deixas?


Trovinha esperançosa

Esperançosa eu e serei
Um dia sei, lá vou chegar
No coração morarei
Então eterna quero estar.



EROTRIX

Escalar

Teu ápice
Vislumbrar
Querer chegar.

Cume

No pico
Teu gozo
Acompanhar...


TANCA

Altos montes ver
Paisagem ampla, desnuda
Céus azuis buscar.

Querer ver, ter, alcançar.
Anseio pelo contemplar.


HAICAI

Azul, mar e céu
Unos no pleno universo
Olhar encantar.

*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Um Dia Eu Chego Lá
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/euchegola.htm

Nossas montanhas.....




Nossas Montanhas (EC)

“... Nem tão longe que eu não possa ver
Nem tão perto que eu possa tocar

Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá
Nem tão perto que eu possa acreditar que o dia já chegou

No alto da montanha, num arranha-céu
No alto da montanha, num arranha-céu...”; A Montanha - Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger.


Nossas Montanhas

Adoro...
Engenheiros,
Em qualquer lugar,
No Hawai ou aqui,
Viagens,
Montanhas que já vi,
Arranha-céus...
Que vivi.

Dizem que longe é um lugar que não existe,
Que vamos aonde nossos pés podem chegar,
Que nada é tão longe, nem tão perto,
Tanto como nosso íntimo desejo de alcançar.
Não sou poeta, só sei sonhar,
Metaforizo as viagens,
Escondendo na mala o desejo,
Segredar.

Quer física, espacial, emotiva e emocional,
A viagem é o anseio de nossos sonhos para o real passar.
De fazer livros, escrever, ser conhecido, de simplesmente ser.
De ser feliz completo amar, livre arbitrar,
E a montanha?
A montanha é o nosso foco, nosso ponto a alcançar...
Cada um, um pensamento, uma cabeça, uma sentença
Cada um uma montanha, um pico, um balão para voar...

Dizem que o sonho é pensar, etéreo, volátil, solto no ar,
Capta, pois o teu, põe no papel, põe na voz, pões nas mãos,
Põe no suor, põe na idéia e faz real,
Daí não é mais só viagem,
É ter na mão a bagagem, as roupas, os instrumentos,
Para a montanha escalar...




“... Pro alto da montanha, num arranha-céu
Pro alto da montanha, num arranha-céu
Sem final feliz ou infeliz... atores sem papel
No alto da montanha, à toa, ao léu
Nem tão longe, impossível
Nem tampouco lá... Já, já...” (Humberto Gessinger)


*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Um Dia Eu Chego Lá
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/euchegola.htm

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Olhos e olhares - Frases




Olhos e olhares - Frases

Olhos teus: pedras perdidas no mar dos meus... oceano onde quero naufragar...


Teu olhar: Chave do tesouro que busco em avidez...
Caminho para o Oasis que anseio encontrar.
Mapa para o segredo, trilha onde quero me perder...

Sedento...




Sedento

Cravando inconteste
Cavalgando célere
Ânsia de prazer.

Nessa Selva.....




Nessa selva

Surpreendendo
Tu, desavisado
Eu loba, ao bote.

Diversificar - Erotrix




Diversificar

Múltiplos lugares
Experimentar
Improvis (a) ção...

Tudo que ficou( Um pensamento solto no ar) da Série " Canções e Re-versos"





Tudo que ficou

Às vezes, essa sou eu: Um flagrante de saudade. A palavra traduzindo-se em mim.
É inexplicável, inexorável.
Vem,chega,instala-se, acontece.
Sem dia ou hora exata. Como faz o amar.

Penso musicalmente, e me vejo traduzindo ou descrevendo sobre mim, a letra da música “Tudo que vai”, de Dado Villa Lobos.
A cena é real.
E estou nela, mas posso me ver e contar assim:

Há alguns anos, este apartamento se calou da tua voz, do teu cantar desafinado, do teu cantarolar aos meus ouvidos teus versos, teu declarar de amor. Calaram-se também os meus ais, aqueles que tu me fazias exprimir só para ti.
O silêncio é fato. Eu ouço lacunas, silêncio das notas. Eu sinto e é quase palpável.
Fiquei eu, ficaram as coisas, tudo que um dia respirou o mesmo ar de ti. E cada objeto, fala para mim da tua falta.
E eu como em tantas vezes, busco entender as rupturas. Embora o sal teime em rolar pelo meu rosto.
Sei, eu vou aprender seguir sem ti.

Hoje.
Muito de ti se foi. Tem um baú imenso em mim, que guarda a memória afetiva do que fomos. Não é tátil, mas é infinito.
Ontem tinha um vazio, uma caixa de cartas e cartões, CDs, livros dedicados, quadros, agrados teus para mim. O apartamento todo era um agrado teu para mim. Isso ficou.
Hoje, ainda estou aqui, e volta e meia, vem um pouco disso à tona...
Só uma coisa,
Sobrou muito do que eu sentia... Fora-se a matéria da história, mas ficaram as memórias.
Se fechar os olhos, lentamente, posso definir bem teu rosto em cada detalhe. Nada dessa imagem é fragmento.
Ainda sei quem tu és, sei quem sou... Ainda que me confunda com o tanto de tempo que já passou.
Sei,
Asseguro,
Assevero e,
Sinto saudades.



Tudo que vai -Capital Inicial
Composição: Dado Villa-Lobos, Alvin L., Tony Platão
Hoje é o dia
E eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia.
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro
Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar em algum lugar.
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais
Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu
Nem quando, nem onde
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória...

Viagens - Da Série"Canções e Re_versos"




...Viajar
Entre pernas e delícias
Conhecer pra notícias dar
Devassar sua vida
Resistir
Ao que pode o pensamento
Saber chegar no seu melhor
Momento, momento, momento
Pra ficar e ficar... Cigano, Djavan



Viagens


Roteiros teus percorrer
Teus caminhos desvendar
Viagens loucas fazer
Entre tuas pernas ancorar.

Em espasmos conduzir
Nesse intenso desaguar
A beira-mar, um resistir.
Para contigo no fim chegar.

E sorver, e sugar, e tomar.
E ficar, e estar, infinitamente.
No pleno do momento, delirar.
Enigmas decifrar, intensamente.

Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....