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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Especial para as avós




Especial para as avós (EC)

O dia é dos Avós. Conheci e convivi com um avô e duas avós, mas quero voltar minha escrita para a figura feminina, a avó. Não que eu não ache avô importante, acho sim, importante igual, mas no meu caso elas fizeram uma imensa diferença.

Esse tema é sem dúvida um dos mais comoventes para mim. Afinal tive duas belas avós presentes infinitamente na minha vida. Com uma no Marajó, morei até meus dez, onze anos. Com a outra em Belém morei até o casamento.Foram duas experiências riquíssimas na minha vida, compartilhar com elas os meus dias,envolto de afetos e doação, convivência esta responsável por muito da pessoa que sou, de tudo que sou.
Fui a primeira neta das duas e ambas me queriam bem demais. A Vó Joventina Valois, mãe de meu pai, lá no Marajó me cuidava e protegia das peias de régua de minha mãe. Quando eu aprontava, e minha mãe queria “corrigir” eu me sentava na rede da vó (ela passava o dia se embalando numa rede) com ela, e de lá minha mãe não me tirava. Até que os ânimos acalmassem. Ela era cega, e não me conheceu visualmente falando, mas sabia de tudo de mim. Meus longos e volumosos cabelos negros eram desembaraçados e enxutos por ela todo dia. Anjo no céu...

A Vó Arcila Pinto Marques essa me teve perto até que eu casasse. Morei com ela já que minha mãe continuou no Marajó com o pai. As experiências da adolescência e da vida adulta foram por ela acompanhadas. Vibrou e sofreu comigo sempre, era uma espécie de anjo, protetora dos arroubos moralistas de meu avô. Era cúmplice nas minhas “armações”, me dava o "dim dim" do cigarro (já que fumava escondido do avô e dos pais), convencia o Vô para eu sair, ir para as festas, era uma mulher simples, mas muito a frente do seu tempo. Moderna eu diria. Amável e doce, a casa assim meio de italianos, sempre cheia de netos , sempre muitas festas envolta em alegria. Partilhamos muito, inclusive a solidão da perda do avô, os filhos todos casados, restamos eu e ela juntas... Delicada figura. Amável, de quem acho que herdo muito, mas nunca serei como ela. Tão especial assim.

Sinto que hoje, os netos não curtem tanto as avós, acho também que são importantes na formação da pessoa que somos, e as respeito muito. Mães das mães, mães dos pais, mães duas vezes, amor em dobro, querer-bem em dobro, tudo nelas é em dobro inclusive cuidados, zelo, e também a face boa de ser não mãe, mas avó, e poder se permitir algumas regalias, algumas concessões.

Vó é mãe duas vezes. Vó é tudo. Ando louca para ser uma...

Este não é um texto assim rico na escrita, é mais uma reflexão, uma nostalgia, uma saudade, pura emoção. Pessoas que marcaram muito e peço licença para essa pequena homenagem.

*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - Dia dos Avós
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/diadosavos.htm

Na foto, minha vó Joventina Valois, de Salvaterra, Pará

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Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....