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sábado, 25 de julho de 2009

Paixão - POETRIX


Paixão

Surreal
Do Poeta inspirar
Dos amores testemunhar.

ABRAÇOS - TAUTOTRIX


Abraços

Agasalho
Alento
Amparo animador.

AMIZADE - TAUtotrix em "A"


Amizade

Aconchego
Abrigo
Abraçar a alma....

Afeto _ Tautotrix em " A"


Afeto

Agradar
Afeição,
armas abaixar...

Carinho - Tautotrix em "C"


Carinho

Colo
Carícia
Completo cuidado.

Haicai 175



Haicai 175

Púrpuras em flores
Aveludadas pétalas
No ar um suave aroma!

Haicai 174


Haicai 174

Luzes coloridas
Combinações e matizes
Voejam borboletas.

haicai 173


Haicai 173

Verdes e amarelas
Amazônicas folhagens
Do Brasil, imagem.

haicai 172



Haicai 172

Lilases e rosas
Matizadas, coloridas
Orquídeas em branco.

Haicai 171


Haicai 171

Prata reluzente
Lua nas águas se espelhando
Pintura extasiante!

Haicai 170



Haicai 170


Cor densa das águas
Céu laranja, Sol e arrebol.
Entardecer de luzes.

Haicai 169



Haicai 169


Natural efeito
Colorido nascer do Sol
Azuis e dourados.

Haicai 168

Gostoso refrescar
Água de coco gelada
Sombra da mangueira.

Haicai 165


Haicai 165

Estiagem chegando
Aqui calor abundante
Tempos de intenso sol.

VERDES Trovas!


Verde I

Se é cor alegre vibrante
Se vida é puro respirar
É sempre luta constante
Pelo renovar, preservar.


II

Verde grande esperança
Do mundo o sonhar guardado
Reserva cura, bonança.
Do homem futuro ansiado.

III

Verde socorro pedindo
É devastada a floresta
Clareiras, chagas abrindo.
Clamar ao homem nos resta!

IV

Tudo fruto da ganância
De interesses desmedidos
Cuidar não tem importância
Egoísmo assaz descabido!

V
A vida depende do ar
Da mata o ar necessita
Seres precisam respirar
No verde a vida acredita!

VI

Floresta pleno proveito
Tudo se transforma em vida
Futuro é nosso direito
O verde é nossa guarida!

SAIDEIRA (Conto Minimalista em Tautograma privilegiando a letra “S”)



SAIDEIRA (Conto Minimalista em Tautograma privilegiando a letra “S”)


Saiu...
Sem sequer saber
Sentia-se só,
Seria solitária?
Sem sentido,
Sem sorriso,
Sem sumo, sem sal...


Súbita sensação,
Seria sempre superar sensibilidades?
Severidade, sisudez,
Sofreava-se.
Socorrer-se,
Salvar-se,
Sobre_viver!
Sobrevivia,
Sobreviveria?


Sobejavam sentimentos
Somavam sofrimentos,
Superar sangrento,
Sobrepor, soerguer,
Sonhando seguia,
Soergueria?



Soube ser sábado
Sarcástico simular...
Soterraria sua solitude,
Suavizaria sua sentença.
Segregaria suas sombras,
Sondando seus secretos...
Suprimiria sua solidão...
Suando, Supuraria...
Sovaria suas sobras...


Sorveu sequiosa,
Submergiu,
Subverteu,
Secou...
Sufocou sua sede,

Sozinha,
Sem saída,
Sem segredar sua severa solidão.

Sulcando-se,
Sangrou,
Sonhos soterrados...

Sombras,
Só...
Sucumbiu...


Sua saideira...



*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - A Saideira
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/saideira.htm

Vem... Um clamar.....




Vem ( Um clamar)

Tua fome de beijos
Equivale ao meu assaz desejo.
A sede que é teu expresso tormento
É qual o dilúvio em mim nesse momento.

Vem que o pesadelo teu
Faz par com o assombro meu.
Vem que esse calor que te arde
É o mesmo que a entranha me invade.

Vem com tua vontade incontida
Qual meu querer voraz sem ter guarida.
O entorpecimento que a ti faz delirar
É febre que rondando pretende me torturar.


O que te trás tremores e frios
Toma-me em descompassados arrepios.
Vem que os suores que em ti se derramam
São como os meus, alagam, inflamam.

Vem que sou pólvora atiçada
Vem em chamas acaloradas.
Vem que nos assola um mal, um desassossego.
O mesmo sentir que nos toma sem segredos.


Vem que somos do outro a cura
Vem só no amor domaremos tamanha loucura...
Vem...



# Imagem da Internet.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Muiraquitã ( Poesia)




Muiraquitã


Simboliza a fertilidade
Muiriquitã: proteção e sorte
Quem porta o sente de verdade
Vindo das mãos de índias fortes


Icamiabas não tinham maridos
Na festa da Lua se davam as guerreiras
Aos Guacaris índios fortes escolhidos
Festa de Iaci durava dias inteiros.


Após acasalar ao Iaci-Uaruá iam
Nas águas serenas banhavam-se ao Luar
Em ritual do fundo do lago traziam
Punhado de barro para seus pares presentear.

Contam que ao contato do vento e luz secavam
E em imagem o barro se tornava
Enfiados em cabelos elas os entregavam
Para os Índios prêmio e proteção significava

Deu-se o nome de Muiraquitã
Que tradução exata não há
Alguns chamam “nó de pau” o talismã
Ou pedras verdes vindas do Uaruá.

Mistério amor, raça e energia.
Guarda a lenda de Iaci-Uaruá
Festa anual da lua, fertilidade no ar.
Amor ao luar, lenda e poesia!





IACI - Lua
UARUÁ – lago
IACI-UARUÁ – Espelho da lua
Festa de Iaci – festa anual da lua onde as Índias Icamiabas recebiam os Índios Gacaris de tribo próxima pra acasalamento.
MUITAQUITÃ – Amuleto em forma de Rã. Sem exata tradução, recebe algumas nominações: Nó de pau, Nó de madeira, nó de gente;
O presentear significava a consumação do ato sexual entre os Índios, as Índias Icamiabas eram guerreiras e sem maridos.
Lenda originária do Baixo Amazonas.
Dizem que o portador de um Muiraquitã tem sempre as portas abertas, é protegido, e há “causos” de casais que não conseguiam ter filhos e que ao ganharem um Muiraquitã, conseguem em seguida realizar o desejo da gravidez.
Coincidência ou não é a meu ver uma das mais belas Lendas do Nosso Imaginário Cultural e Popular.
Fazer amor numa festa em homenagem à lua, banhar-se num lago sagrado... no meio da misteriosa Floresta Amazônica.

Poesia: Roseane Ferreira

Imagem: pesquisada na Internet

A Alva da Praia ( Conto e Poesia )



A Alva da Praia

O porteirão era a praia. Quintal e praia. Rios e quintal. Não tinha mesmo era fronteira. Os limites do seu lar suplantavam um certo infinitar. Sua tela da janela era entre o verde e o azular. Chuvas e sol eram o decorar. A moldura era contorno de alvo - alvejar. Buscava do mar alimento, vinha de lá seu alegrar e as razões do suspirar. Corria pelas vielas do povoado, a Alva acasalava com o mar. Como que em alvo cio no mar ela se sumia. Mergulhava a luz da lua, no Rio desaparecia. Passado um tempo que não se conta, lá vinha a Alva, cabelos negros molhados, pele viçosa, rosada. Satisfeita, aroma de ter derramado. Povo era ensimesmado, aonde ela ia quem a copulava? Ela nunca namorara. Mas o viço era perfeito. Eita mulher fogosa acesa daquele jeito. Um moço afiançava, em nome de Deus jurava o moleque de Alva em surdina nasceu, barriga ninguém percebeu. A quem pode enxergar,viu, a constatar, ele tinha nos pés Abas de nadar.Era lisinho, viscoso recendia a pitiú, a Alma o rebento ocultava,nunca ninguém os olhos lhe botava. Homem que a procurava ela logo despachava e sempre ele reclamava de sentir nela entranhado cheiro de quem ajuntava. O mar, ou seja, quem fosse os seres que ela se deitava,enchiam de inveja os homens que se punham a procurar o rival sem encontrar... Teve até quem quis a força a Alva segurar, mas de tanto deitar com o mar a moça lisa também era, ninguém conseguia pegar. Aquela pele branquinha ao tocar era um sabão, nas mãos escorregadia, tentadora punição. Um dia as coisas arrumou, se rindo pegou seu rebento parecia que se ia, a casa velha trancou. Bem de madrugada foi em silêncio e assim contente, ninguém a viu sumiu,dizem que nas águas do rio. Vilarejo intrigado, não dorme pescador de madrugada, morador ficou cismado todos ficaram embriagados só espertos com sol alto. Neste dia ninguém pescou, peixes fugiram das redes, os homens assim atraídos, largavam suas famílias para água eles iam, e lá todos se condoíam e naquele dia a água, exalou um cheiro forte. Do gozo intenso dos homens da mulher, do mar o sexo. Tem gente que diz que viu, tem gente que diz que ouviu. Há quem tenha pegado o pitiú respirado. Eu mesma só sei que ouvi lá nas bandas onde morava. De pescador ou de mar, de verdade ou de mentira, rios que guardam seus segredos, águas, lugar de degredos.






Observações:
PITIÚ: Cheiro forte característico do peixe, cheiro de mar, maresia.

A praia Chama-se Praia dos Pescadores, em Salvaterra, Na Ilha do Marajó- Pará – Brasil, lugar onde vivi a infância e parte da adolescência.


*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - Conversa de Pescador
Saiba mais, conheça os outros textos:
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domingo, 12 de julho de 2009

Água ( Um Tautotrix)




Água ( Tautotrix)

Águas abrangentes
Abundantes, amargadas
Aridez assolada.

Água ( um Acróstico)


Água ( Acróstico)

Agruras da seca
Guardar sofrimentos
Um dia quem sabe
Amenizar padecimento.

Águas em Trova



Águas em Trova

No passado foram águas
Viver em um Planeta Azul
Hoje somente desertos.
É seca, do Norte até o Sul.

O Acre-doce das palavras...



O Acre-doce das palavras...


As palavras me seguem?
Ou eu persigo as palavras?
Farejo...
Percorro as letras solitárias do meu interior? Ou seguem-me por trilhas outonais os versos que abrandam a alma?
Escoltam-me os versos no caminhar?
Ou eu os algemei a minha solidão?


Indago, sou por eles indagada...

Respostas são inatingíveis, volume de imprecisa precisão...

Partem de mim quais flechas inflamáveis, por vezes letais versos que proclamam o íntimo que sou...
Assolam qual sol irreparável na tez descoberta as plenas idéias do coração,os sonhos que da mente fluem, lançando-se em rotos papéis que luzem ao olhar...
Um dilúvio de lágrimas cristalizadas tornam-se preciosas letras, argumentos e artifícios que se fundem e afloram num universo denso, um mundo paralelo de poesias...


Agridoce é o sabor que arde. Flutuante o pensar que invade, feito de sal de sementes, atirados ao solo fértil do meu transpirar. Sou então poema pleno, desfeito em líquidas rimas,sou escrita a ressoar...
Como música viajo desertos, eco e refluxo, sou cavaleiro alado...
Retiram de mim o profundo, letras secam meu poço, saciando a sede de ser verbo, de transbordar,
Transgredir...


Agonia-me,
Agonizo... excede o interminável, idéias que se enfileiram,fila que se alonga,baldes que transbordam,a incansável espera...

Peço então que venham, sem fila, sem ordem, aportem e abordem,
Venham versos sem medidas,
Rimas latentes e recorrentes,
Poetar dolente,
Palavras sem guarida,
Letras libertas, imagens da vida,
Poemas voluntariosos,
Obras que transgridem a dor,

Peço que apenas venham,
Desejosas se apenas ser,
Ao mundo pertencer,
Venham e desanuviem sonhos nebulosos, quereres incontidos,
Derramem em Poesia, deponham, destronem o sofrer,

Venham e sejam fluidas,
E sejam exatamente da cor do tamanho da imensidão do desejo de ser poesia...

Amor ( Poetrix II )





Amor

Água
Alimento
Apraz aquecimento.

Amor ( Poetrix)




Amor

Água
Comida
Promessa de vida.

Vida ( Poetrix)





VIDA

Verde
Vibrante
Vil violar.

Verdejar




Verdejar ( Acrostrix)

VER da mata os deuses,
DEspertar da consciência
JA Reservar para o futuro!

Verde ( em acróstico )



VERDE

Verdejando,
Ecos e existência
Reservas renováveis
Devastar denunciado
Empreendendo Esperanças!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tanca 71


Tanca 71

Mistério e beleza
Mar dos poetas é inspiração
Por vezes revolto.

Outras tantas é calmaria.
Mar encanto aos olhos.

Tanca 70


Tanca 70

Pará e verão pleno
Sol abundante vibrando
Céu de azul intenso.

Calor clamando bela praia.
Dias mais bonitos tão claros.

Tanca 69


Tanca 69

Primavera e flores
Verão coração aquecendo
Renovado outono.

Frio intenso, inverno abrangente.
Estações, diversidade.

Lábios: Tórridos encontros ( POETRIX)



Lábios

Lavas...
Lânguida labareda
Lascivos, lancinantes...


Encontro

Boca e vontade
Corpos requerendo
Plenitude e abandono!


Tórridos
Entregues
Tremulando
Ávidos...

Verão e Poesia


Verão e Poesia

Em um tempo, uma estação.
Escolhi o vento, azul luzidio.
Para homenagear, belo verão.
Sol aclarando dia sombrio.


Barcos a vela, praia, alegria.
Beijos e promessas versando
Tempo de sonhos doce melodia
Ardor com amor rimando.

Aqui no Norte é estiagem
Pouca chuva, intenso calor.
Luares e estrelas na paisagem
Tempo sensual e encantador.


No meu sentir puro alentar
Um tempo diverso de desejos
Verão que incita um deleitar
Anseio por paixões, vicejo.

Trovar dos Amantes...



Obra de Natália Duro Gromicho (Pintura)

Trovar dos Amantes... (Roseane Ferreira)

I
Ávido buscar de opostos
Suaves contornos permeados
Procura cega dos gostos
Sabor e cheiro ativados.


II

Côncavo buscando sinal
Encontra enfim o convexo
Perfeito encaixe no final
Encontrar no amar o nexo.

Trovas: Espera Infinda...



Trovas: Espera infinda...

I

Busco-te em sonhos presente
Sonho-te amor que tem pressa
Espero-te porque é ausente
Vem não tarda vem depressa.


II

Vem, é teu meu tempo que anseia.
Vem sou toda urgência agora
Vem plenitude em mim permeia.
Vem sou pronta nessa hora.


III


Não repara meus dias vazios
Preenche-me toda de afeto
Entende os desejos tardios
Febre, delírios despertos.



IV

A tanto que por ti clamo
Há tanto tempo que espero
É presença que reclamo
Encontro que tanto quero.


V

Vem me faz não sentir medo
De ser só vazio constante
Vem destitui meus segredos
Vem ser meu melhor amante


VI

Serás então meu amado
Serei tua musa inspiração
Vivendo sempre a teu lado
Afetos, amor e paixão.

Poética das Estações ( Desafio Poético)



Poética das Estações ( EC)

Fazer Poesias... Rimar, conferir. Estações que rimam entre si, acaloram e florescem os frios interiores quer brandos ou amenos. Aqui um pouco de Estações em Poesias e Estilos...

I
Rimas Primaveris ( Soneto)

Trazes-me flores convocando a esperança
Um cesto repleto, derramando tuas cores,
Teu perfume é ânimo, minha alma encanta
Despertas meu querer com teus olores.

Premia-me com margaridas, gérberas, colibris
Presenteando borboletas, verdejante natureza
Enfeita-me os cabelos, rosto com tons juvenis
Enche-me o coração de leve, suave beleza.


Colho-te em abundância braçadas de poesia
Pintam-te em tantas telas, arte, obras-primas
É musicada, letrada em formas as mais diversas.

É assim que te apresentas no coração dos poetas
Dos amantes o brilho, dos que amam em demasia
Bela é a “PRIMAVERA”, permissão das minhas rimas!


II
NOITES IGUAIS ( Rondel)

Dias que com as noites se igualam
Ponto de Órbita no meu coração
Desejos acalorados avassalam
Equinócio- Noites plenas de emoção.

Solstício marcando a Estação
VERÃO, amantes sequiosos acasalam
Dias que com as noites se igualam
Ponto de Órbita do meu coração.

Sol no Equador, sonhos perpassam
Toque imaginário celestial visão
Nossos sentidos azáfamas exalam
Verão suores derramando, erupção
Dias que com as noites se igualam.


III
OUTONO ( Acróstico)

Onde os tons se harmonizam em matizes,
tUdo revela o transpor, mutações, ventanias.
É Tempo ameno, frugal, declínio e refrigério
Em tOdo lugar, temperanças, anseio abrigar
Ao reNovar, rever, rememorar, estação transitar
buscandO no sépia o vergel, a avidez, dos tempos aclarar.



IV

Inverno em Demasia ( Trovas)

I
Cai o tempo gela a esperança
Pouco resta nada a aquecer.
No peito dor que não cansa
Frio que cortando faz sofrer.

II
Frio da alma não se acalora
A solidão é cinza, vazia.
Gélida, tristeza aflora.
Vivenciar vazio dia após dia.

III

Tempo gris acolhimento
Aquecendo alma e coração
Agasalhar é o momento
Amor abrandando aflição.




Miscelânea de estações

Vêm-me meio a tantas flores
Pólen, fecundo fertilizar.
Plantas em mim teus olores
Tuas cores, teu poético vibrar.


Depois em mim cores aqueces
Põe sol, celeste, azul acalorado.
Teu tempo em mim recrudesce
Sou entrega sentido inflamado.

Ao me teres sou branda, acalmada.
Na core sépia, charme derramando.
Sou vento folhas secas espalhadas
Em frutos tenros doces, ofertando.


Depois em um súbito esfriar
Vás, então sou cinza, amargurada.
Teu tempo meu coração faz gelar
Cortando em dores alma apaixonada!


*****
Este texto faz parte do Exercício Criativo - As Quatro Estações
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Solidão - Poetrix




Solidão

Fere intensa
Invernal
Dilacerante.

Inverno Interior...




Inverno Interior

Aqui para esse quase outro lado do Equador, não existe inverno. Mas confesso-me Glacial. Entre assustada e triste. Entre cinza e frio Cortante. Não sei se é meu coração em pedra que fala, bate na porta e quer voar mundos, ou é a minha mente que reflete sobre o medo, as constatações, incoerências interiores, que borbulham, confundem-se, tornam a solidão mais plena, o dia mais isento de alegrias.
Se pudesse escolher, num átimo não só escolheria escrever apenas alegrias, cores vibrantes, sóis, céus azuis, como preferiria sentir exclusivas alegrias. Viver sempre sorrindo, exultando. Sobra-me, porém acatar que os sonhos nem sempre são blue, ou tão pouco acontecem. E tem dias cinza, sombrios e silentes que devem ser vividos, transpassados e esvaziados, há que se cumprir o ritual, para dar lugar ao novo dia que virá.

De tantos desabores já provados, dores cortantes já sanadas crenças e descréditos intercalados acorre-me dizer para meu emudecido ser: a vida é tesmunhada por dois lados, duas faces sempre. É ganhar perdendo, perder ganhando. Conviver, vivenciar escolhas. Digo-me: resta aquietar o coração. Deixar que o inverno interior se abrande. Sobeja escrever cartas para mim mesma. Ler o que quase não é acessível. Agasalhar-se do frio em pleno Sol do Equador.

( escrito num dia cinza)

Águas: Um Alerta em Poesia!



Águas: Alerta em Poesia


Quer rarefeitas ou densas
Doces, de Sal, são águas
Águas remotas vertentes
Águas bravias, imensas.

Águas correntes, revoltas
Saciando ou socorrendo
Salvadoras ao desalento
Águas: Seres sobrevivendo.


Gélidas, tépidas, amenas
Águas qual avivamento
Aparentemente infindáveis
Enganos, por trás, sofrimento.


Homens da terra são donos
Das fortunas, das maldades
Esculpem das águas a seca
Expiando pesados ônus.


Aviltam, desequilibram
Homens sem dó, nonsense
Avessos e desregrados
Sem consciência, matam.


Homens que não preservam
Retiram sonhos, chances, vida
Alheios nada nos reservam
Homens despertam feridas.


Águas, contrárias aos homens
Necessárias, se ausentando
Sofrimentos provocando
Homens sem lei, sem nomes.


Homens águas e poderio
Vencer, sempre o mais forte
Mas o mais forte é fraco
Destroem, destituem a sorte.


Águas, homens, afinal?
Futuro certo de memórias
Antes águas, mares hoje Sal
Das águas restarem histórias.



# Um apelo pela preservação das Águas, tão necessárias ao mundo, a sobrevivência...

Cantos e Rodas ( POESIA)




Cantos e rodas...


Canto a ilusão
Esperança
Cantos do amor tardio
Canto a emoção
A bonança
Canto coração vazio.


Canto da alma o inspirar
Canto canções, cantos meus
Canto modas bem antigas
Canto um alegre cantar
Canto versos que são teus
Canto de rodas, cantigas.


Canto e afasto o pranto
Canto e procuro a alegria
Canto em rosas, passarinho
Canto, as agruras espanto
Cantando a vida recria
Canto e abrando o caminho!


Canto, danço, apaziguando
Danças em Círculo interior
Busco nelas temperança
Canto e danço, enlevando
Danço e refaço da dor
Danço e recobro a esperança!


# Bela Imagem da Internet.

Meu...teu tempo...





Meu, teu tempo...

É teu meu tempo de espera
Que urge, ansiando...
Tempo que finda o percorrer
Esgota os sonhos que permeiam
Exaurindo o intrépido discorrer...


É teu meu tempo que seca
Deságua indelimitando...


É teu meu tempo que ousa seguir
Vagueando extenuando, árido de querer...
Despindo-se ante o causticante consumir.

É meu tempo que cede,
Rendendo-me condescendente
Sucumbindo ao cansar.

É meu tempo vagante
Que priva, gastando as horas.
Pairando meio ao indelineável.

É meu tempo o teu
Gasto, surrado, embotado.
É teu tempo o meu
Roto que se esfrangalha,
Tempo rompido em farrapos,
Tempo imemoriável
Atávico, claudicante
Tempo que socorre o desmedido expectar...


PS: Ainda no Amapá, em Macapá, em uma Comunidade Quilombola, Um remanescente de Quilombo chamado Curiau, lugar lindo, Região de Lagos...( foto by Lima Jr, amigo querido)

Vem......





Vem

Vem, aquieta um coração em desalinho,
Mas vem depressa, sou assombro, solidão...
Faz-me morada, em mim aporta.


Deixa que eu seja teu ninho
Permite te agasalhar no coração
Acalma meu querer, recebe meu desaguar.


Quero-te urgente, quero-te o amar...


Nos teus braços, aninhada, nada mais importa.


PS: Foto na Fortaleza de S. José de Macapá, ao fundo o Belo Rio Amazonas, ah, como gosto desse lugar.... ( by minha amiga Cristina)

Águas - Indriso com Tautograma




Águas ( Indriso com Tautograma)

Águas aflitas, avessas
Águas avessas avassalam
Águas ávidas anseiam, acorrem.

Agruras arbitrárias árido atingir
Assolando, amarguras ardendo
Acervo, aniquilando, arpoar a alegria.

As amarras a alma atingem.

Águas alertam: Atitudes agora!


Nota: Na foto, o Belo e Pungente Rio Amazonas, numa estada minha em Macapá, Amapá!

Águas: Rios e Mares




Águas

Ciosas
Ávidas
Vertentes laceradas.


Rios

Doces
Saciando
Secos, inflamados.



Mares

Avulsos
Mitigados
Em sais transformados.

Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....