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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quando de mim sou ausente...



Quando de mim sou ausente...

Ando naqueles dias de repartimento,
Repartir.
Quando há algo na engrenagem que se amiúda dentro de você, e vai repartindo, repartindo, remoendo,mastigando, lacerando...
Esfacelar.
Algo que parte e espedaça,
Desalenta.
Ando acabrunhada de mim.
Um não sei que de revoltosa maresia,
Se um barco, a esmo, quase a naufragar...

Se naufrago, a mitigar a solidão...
Há um desassossego descomunal,
Um revolver de entranhas.
Turbação.

Há em mim,
Um murmúrio repetido que é quase ensurdecedor...
Ando naqueles dias de contar letras que se separam,
Quando consoantes rejeitam veementemente as vogais,
Dias sem pontos nem vírgulas.
De textos sem parágrafos, inteiros, longos e arfantes...

Ando sem verso e sem prosa
Dias de poesia espremida.
Dias de torcer a palavra.
E retorcer,
E distorcer.

Dias que sugam a sorte.
Cercados de desertos.
Incertos.

Ando sem rumo,
Surda no que me é falta de cor e calor.
Cega,
Quando o silêncio é açoite e abandono...

Dias assim...
Apartados,

Ando assim,
Ausente de mim...

Fragmentos de Estação






Fragmentos de Estação

“... Há algo que jamais se esclareceu:
onde foi exatamente que larguei
naquele dia mesmo o leão que sempre cavalguei?
Lá mesmo esqueci
que o destino
sempre me quis só
no deserto sem saudades, sem remorsos, só
sem amarras, barco embriagado ao mar...”; INVERNO, de Antonio Cícero.

Tem de mim nessas palavras, tem de mim nesse leão.
Inverno é letra, poesia, filosofia,
Inverno é Estação,
Frio, ainda que seja verão.

Canso,
Tanto que já cavalguei,
Por vezes, danço, tanto que já dancei.
E tanto que já lutei,
Há gladiadores em mim,
Porém num desdém, quiçá do destino,
Trombo, caio,
Nesta hora sou só, sem fera,
Apenas só.
Só...

Tem de mim numa insana solidão,
Num saber que, querer advinhar,
Prognosticar:

Presságios das cartas,
Das mãos do destino,
Que lê em voz alta,
Ser livre, fragata,
Num mar que desata,
Nau atemporal.
Liberta,
Asas ao léu.
Só...
Só,
Veementemente só.


“... Não sei o que em mim
só quer me lembrar
que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar...” - Inverno.



A lucidez é retrátil,
Sorte e sortilégio,
De novo, ele,
Juntou, no amor pleno agasalhou...
Instante é infinito.
Felicidade paralela à tristeza.
Amor,
Tênue traçado que separa da dor...

“... No dia em que fui mais feliz
eu vi um avião
se espelhar no seu olhar até sumir.
De lá pra cá não sei
caminho ao longo do canal
faço longas cartas pra ninguém
e o inverno no Leblon é quase glacial. ...” - Inverno


Mas, para não dizer que afetos são poucos,
Vivi o múltiplo dos sentimentos,
Escrevo em grafo de grafite ou sangue:

É plausível a felicidade.
Quer de carne, cera ou papel de seda...
O reverso,
Esse sim
É frio que embaralha a alma,
Faz tremer em calafrios no verão.
É inverno constante,
Determinante.
São letras descompostas,
Qual fazer cartas errantes...

Adendo: “Fragmentos de estação” escrito inspirado na poesia de Antonio Cícero, “Inverno”, composta para a música de Adriana Calcanhoto. Neste caso, música primeiro, letra/poesia , depois.

domingo, 27 de junho de 2010

Manejo teu colo e Avidez do encontro- EROTRIX, da Série " Canções e Re-Versos"




“... Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecheclair
De repente
A gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar...” – Paixão – Kleiton e Kledir.


EROTRIX

Manejo teu colo,

Avanço, aos botões...
As mãos se convidam,
Expectativa...

Avidez do encontro

Pressa e fome
No caminho: Fecho éclair
Arrancar... a_final...

Reduza, Reutilize, Recicle ( Sentimentos e emoções)




REDUZA

A falta eterna de tempo
Desacelere o pensar
Relaxando, vai acertar...


REUTILIZE

As palavras embotadas, surradas
Os versos rotos podem ser arranjados
Velhas poesias serão sempre boas e podem ser belas!


RECICLE

O velho coração, os sentimentos antigos
Repare as adormecidas emoções
Recomeço é sempre bom!Revigora alma!

De ponta cabeça - Erotrix



EROTRIX


De ponta cabeça

Misturas (in) certas,
In_versões,
Sorvendo o re_verso.

Chegou,beija-flor,adonou-se da flor,beijou - Da série " Canções e Re - Versos"




“... Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir...
Fui eu que mandei o beijo
Que é prá matar meu desejo
Faz tempo que não lhe vejo
Ah! que saudade d'ocê...” - Ai Que Saudade D'ocê- Vital Farias



Poetrix

Chegou


Nem avisou
Pousou suave
Beijou.

Beija-Flor

Entra desavisado
Pousa no coração
Saudade...

Adonou-se da flor

Por um instante
Saudade sorvida
Beijo e lembrança.


Beijou

Recado deu
Saudade contou
Da flor o cheiro levou.

REEducando - Tautotrix em " R"


Reeducando

Reforme, reutilize
Reciclando, reutilizando
Revisando rotinas.

Tres ERRES - POETRIX


Três ERRES

REDUZIR desperdícios, menos lixo e poluentes.
REUTILIZAR reaprendendo o menos se torna mais.
RECICLAR, idéias, matérias e gestos.

Reciclar - ACROSTRIX




Acrostrix

RECICLAR

RE duzir poluentes, minimizar desperdícios: REUTILIZAR.
CI vilidade necessária, consciência ecológica: REEDUCAR.
CLAR as são as Metas. Objetivo: Salvar o mundo: RENOVAR

Sensorial - Tautotrix em " S"





Sensorial - Tautotrix em " S"

Suavemente sentir
Sorver secretos sabores
Sequiosa sensação...

Extasi_ante - Erotrix




Extasi_ante

Nu des _concert (a) nte
Amor amante
Dur (a) nt (e) depois...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Before and After......




Before and after (EC)

Ontem, cartas, bilhetes, telegramas, mensagens: em garrafas, de fumaça, levadas pelo pombo-correio.
Hoje, e mail, twitter.
Ontem telefonemas,
Hoje webcan, Messenger, Skype,
Ontem, carroças, charretes, lombo de burro, bicicletas, viagens de carro, trem, navio, metrô, avião,
Hoje viagens virtuais, namoros, noivados e casamentos on-line.
Teleconferências. Conversas, reuniões pelo mundo,sintonizadas entre milhares de pessoas de diversos lugares, continentes,em tempo real ( dispensado o delay).
Ontem,
Diários, cadernos de mensagens, questionários, álbuns de fotografias e de lembranças,
Hoje, blogs, home pages, sites, quizzes, aplicativos.
Ontem encadernações com as primeiras informações do Bebê, cachinhos de cabelo colado,
Hoje, Book on line.
Ontem listas de presentes de casamentos e chás, nas lojas,
Hoje nos sites das lojas.
Ontem, jornais, revistas, livros, enciclopédias escritos, encadernados e impressos.
Hoje, jornais, revistas, livros on-line e páginas pessoais, redes.
Ontem casas, hotéis, pousadas, hospedarias, e redes somente as de Lojas e aquelas para deitar, embalar...
Hoje, provedores, hospedeiros, Redes, lugares/espaços onde se instalam os seus habitats virtuais.
Ontem, um ou dois endereços reais, residencial e profissional.
Hoje, um sem número de endereços eletrônicos,
Existir em tantos places, habitar tantos continentes e línguas, ocupar espaços diversos de uma vez só, sem precisar se repartir.
Ontem “um mundo real”.
Hoje “o universo Virtual”.
Ontem um mundo real, feito de gente, pessoas, animais...
Hoje um mundo virtual, de fakes, avatares, vidas paralelas, amizades e amores virtuais, paixões avassaladoras virtuais e irreais.
Ontem um ser,
Hoje um não ser, não, saber.
Ontem o que escrever.
Hoje o que teclar...
Ontem rádios, vitrolas, eletrolas, discos, CDS,
Hoje
MP3, 4, 5, 6.
Um mundo antes da Internet, outro depois.
Ontem um mundo restrito por cifras, condições sociais, culturais...
Hoje um universo paralelo e ilimitado,
Afinal até Museus de Obras de Artes raras e famosas podemos acessar.
Acessar.
Acessar, segundo Aurélio: 1. Estabelecer comunicação com (computador, ou dispositivo a ele ligado), para fazer uso de seus recursos, ou dos serviços por ele oferecidos.

Ontem, antes, falávamos, líamos, escrevíamos, víamos e ouvíamos.
Hoje, acessamos, logamos, linkamos, baixamos, teclamos ,fazemos download...
É fato.
Mudamos...
Divide-se aqui quem somos, quem fomos.
A marca indelével entre esses períodos, antes e depois, é sem indubitavelmente o Advento da Internet.

*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Enquanto a Internet Não Vem
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/seminternet.htm

Dias Corridos.....




Dias corridos (EC)

Hoje terei um dia pra lá de cheio.
Primeiro ir às aulas, na volta passar todos os apontamentos a limpo e ligar para Bárbara para pedir o caderno da aula de ontem que faltei. Ah, se não fosse ela, mas amanhã ela leva para o colégio e tudo bem.
Não posso esquecer de ir ao Banco checar se a grana da mãe chegou e fazer logo os pagamentos de rotina. Na volta passo na Banca e compro uns jornais e revistas para me atualizar. Mais tarde junto com a turma de casa (tios e primos) vamos nos reunir para ver a novela (últimos capítulos) e depois a final do Festival de Música na TV. Imperdível.
Essa minha compulsão por livros tem que dar uma parada, tenho uns tantos para ler, fora os que empresto das amigas e da Biblioteca. Haja tempo para leitura. Se der, inda quero dar uma passadinha no cinema, tem filme novo e bom...
Eita, não posso esquecer de passar nos Correios e colocar as cartas para a Mãe, frei Danilo e mais as outras... Nem sei como arranjo tempo para escrever tantas cartas...
Essa minha vida corrida e moderna e atribulada...

Some years later...

É quase 01h30min da madruga, bye galera do Twitter, vou nessa, até a amanhã! (sign out), fechar tudo, sair do Face, do My space, do Meet, do Sonico, Orkut, sair, sair, sair... fechar Encanto, Recanto, Poepaz, Blog, Hotmail, Gmail, dar “até” para o povo do Google talk , do MSN. Ufa!... E trava tudo, também zilhões de páginas abertas (afff).
Quase duas.

Dia seguinte.
Atividades do dia em ação. Trabalho: Acessar os Sistemas SIAFI, SIASG e outros SI, Consultas mil: Receita, Caixa, GRU, Fazenda, etc. nos sites via net. Pelo meio, acessos rápidos na virtualidade poética, e também no Banco on line para pagar, transferir, ou coisa assim.
Passar na mãe e conecta-la para falar com o irmão que mora fora pelo Skipe, correr para cá e para lá sabendo tudo do mundo, sem quase precisar sair da cadeira, ou da cama ou do sofá... A coluna que sente.
Alimentar muitos sites, páginas, se jogar no mundo, no universo, ufa! Cansa a beça. Se der confiança, nem rua, nem cinema, nem dança ai quem dança é eu...
Vício ou necessidade? Comodidade ou acessibilidade?
Respondam-me, por favor.
Mas por e-mail ta?
roseane_spmferreira@hotmail.com
Ou
roseane.ferreira36@gmail.com

https://twitter.com/Roseanezinha

Se não me achar, ache-me aqui:

http://anezinha-oessencialinvisvelaosolhos.blogspot.com/


*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Enquanto a Internet Não Vem
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Ícones e Pinturas




Ícones e Pinturas (EC)

Algumas situações marcam definitivamente tatuando-se na nossa memória.
Diria que alguns objetos, simples, tornaram-se Ícones da infância. E algumas imagens viraram fotografias vivas no rememorar. Qual pinturas.
Há long time ago, morei numa ilha, paradisíaca eu diria. Numa época que sequer energia elétrica havia. A casa cujos fundos ficavam para a praia era confortável, ampla, um quintal meio pomar, cheinho de árvores, frutas, um pedaço do meu universo infantil. De lá avistava a praia, as canoas ,os pescadores indo e vindo com suas redes,o burburinho quando elas chegavam abarrotadas de peixe,o mar que horas subia, noutras baixava. Enchia e vazava.

ÍCONES destaco alguns entre inúmeros: LAMPARINA na cozinha na hora do jantar, um pouco depois das dezoito horas, FAROL pendurado ao alto da parede bem fraquinho, que era apagado pelo pai assim que dormíamos. CANDEEIRO na mesa em muitas noites para estudar, A RÉGUA de minha mãe que me lambava as pernas se eu não acertasse todo o questionário de mil perguntas sobre o ponto do dia, a minha BICICLETA MONARK com a qual eu virava Salvaterra de cabeça para baixo, com hora certa para chegar em casa, as dezoito impreterivelmente tinha que chegar para tomar a benção dos pais e da vó. Isso era infalível. A BOIA feita de CASCA DE CÔCO seco para que eu aprendesse a nadar.
ÍCONES.

PINTURAS são tantas, mas posso descrever algumas como os banhos de praia rotineiros junto com um rol de amiguinhas conduzidas e observadas pelo meu pai. Quando as chuvas levantavam quase todos os dias íamos à praia atrás de casa, no horário depois da aula para um mergulho rapidinho.
Depois do jantar e sem energia, sob a luz das estrelas em volta do meu pai eu e um monte de crianças nos reuníamos e nessa hora ouvíamos histórias de assombração, era demais... Antes da seção “crendices”, brincávamos de roda, Cai no poço, cemitério e pira no entorno das casas, sob os olhares de nossos pais que colocavam as cadeiras na frente e ficavam tomando vento, proseando entre uma estrela cadente ou outra.
De tanto que contávamos estrelas apontando ao céu, nasciam muitas verrugas nos nossos dedos.
De bicicleta eu rodava praticamente o mundo todo. A pintura agora é o Farol da praia do Portinho aonde ia quando a maré baixava e tinha que voltar antes que enchesse para não ficar ilhada por lá. Puro perigo.
Outra pintura é a rampa do Porto da Rua da Frente, onde descia de Bike em velocidade , é claro, e tantas vezes cheguei em pedaços (digo, mãos, joelhos em carne viva), pois precisava muita técnica para tal intento. O engraçado disto é que quando chegava em casa, minha mãe já sabia da proeza e me esperava muito aborrecida, ai imagina o resto né... curativo e peia.Ou vice-versa.
Divertidíssimo. A vida, a rotina, o simples, o belo. Tudo.
Havia um segundo paraíso particular onde me perdia chamado a pequena e simples biblioteca do Grupo Escolar Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos. Penso que no que tange as Fábulas, li de tudo, sorvi tudo. Escolhia, retirava e levava para casa. Volumes e volumes, Fábulas dos Irmãos Grimm, toda a coleção de Monteiro Lobato “Sitio do Pica-pau Amarelo” (sem ilustrações), As mil e uma noites, Alices e mais Alices, no país das maravilhas, no reino do espelho, Contos e contos, e fazia isso já aos seis mais ou menos. De Belém, pela canoa quase que quinzenalmente vinham às coisas que meu avô aviava e mandava, para mim, livros de cruzadas, revistas, gibis diversos, novos e já lidos. Como adorava quando a canoa chegava. Cada item que meus tios e avós de Belém mandavam era apreciado. Literalmente.
E as bonecas?
Tinham muitas que minha vó de Salvaterra mandava buscar em Belém, em S. Paulo, uma mais linda que a outra e minha mãe mandava a nossa costureira fazer roupas graciosas para elas, do mesmo tecido que as minhas. A filha da costureira era a costureira das minhas bonecas. Puro capricho.
Deitávamos cedo, acordávamos cedo, aproveitávamos o dia.
E as frutas do quintal? E nos intensos dias de chuva, colocando na janela barquinhos de papel para vê-los descendo na força das águas. Tinha também as frondosas mangueiras na minha rua, todas bem no meio ao longo da rua e com o vento e a chuvarada formavam tapetes Amarelo-Manga as crianças correndo para pegar...
E as Tanajuras? Saiam junto com a chuva e a molecada toda sai para caçá-las, e fazer fritadas das suas traseiras...
Cenas pintadas com tintas verdes, amarelas, azuis... Das cores de cada dia...
E a PINTURA dos bichos? No quintal tinha um grande galinheiro, o que atraia muitas Mucuras, meu pai fazia as armadilhas e elas eram pegas vivas, às vezes com a bolsinha cheia de mucurinhas. Muitas delas eu vi meu pai dar para os meninos da rua que iam preparar para comer.Dizem que a carne tenra parece de frango.
E as cobras que meu pai matava, às vezes estavam enroladas na madeira do telhado da casa, e muitas transitavam pelo quintal.
E os potes de água com uma rãzinha dentro? E as chaves da casa que joguei no poço, meu pai teve que descer lá para pegar.
Uma PINTURA forte é a imagem das noites de junho, em volta das fogueiras, queimando Estrelinhas, Chuveiros, passando fogueira, fazendo adivinhações e aquelas deliciosas brincadeiras que dizem até a letra do nome de quem vamos casar. Além das competições: Pau-de-sebo, quebra-pote, corrida do saco, do ovo na colher e tantas mais...Tudo a luz de lua, estrelas.
Em dias especiais o Boi ia dançar na frente de nossa casa, e em outros íamos todos ao Centro paroquial assistir a apresentação do magnífico “Rouxinol”.
Ícones e Pinturas.

Agora me digam, sinceramente, o que disso hoje é vivenciado?O advento da tecnologia invadiu as praias, a internet invadiu a vida de cada um de nós. Por isso estou aqui a teclar, ao invés de escrever a escrita tradicional. Não é bem enquanto a internet não vem, mas enquanto ela não veio, e aquela época tão cheia de aventuras, não fez falta alguma.
Está tudo eternizado na pintura viva da minha mente. Nada foi deletado.
Tudo aconteceu enquanto a Internet não veio.



*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Enquanto a Internet Não Vem
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Natureza II Poetrix




Natureza II

Beijar suave
Sorver avidamente
Harmônico enlace...

Natureza I poetrix



Natureza I

Flor desabrochada
Abre-se convidativa
Não resiste o Beija-flor...

Roupa retirada -Tautotrix




TAUTOTRIX em “R”

Roupa Retirada

Ruidoso rondar
Revirando retesar
Raro roteiro ratificar...

Porque não sol? Rondel




Por que não Sol?

Quero contigo arroubos de noites quentes sem igual
Quero sol que doura, noites belas qual clarão do dia.
Hoje sei que é pleno e possível, sei esse amor é real.
Então salva do frio lancinante, deixa entrar energia.


Sei da escuridão, do abandono, do reverso, da agonia.
Do vento açoite de outono, da ilusão, ser só ao final.
Quero contigo arroubos de noites quentes sem igual
Quero sol que doura, noites belas qual clarão do dia.


Quero janela escancarada, flores e pássaros em uno coral.
Quero o livre que o amor concede, sem milagre, fantasia.
Apenas um rogo, querer ser feliz, gozo pleno, êxtase total.
Não ser tão só, ruir da solidão, cão sem dono, sem alegria.
Quero contigo arroubos de noites quentes sem igual.


Inspirado em “Noites com sol”, de Flávio Venturini.

domingo, 20 de junho de 2010

Alma de Poeta - Da série " Canções e Re - versos" POETRIX




..Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons... (Choro Bandido -Edu Lobo)


Poetrix

Alma de Poeta


Sôfrego flanar
Veia conduz poesia
Composto de canções...


Poeta, seu endereço

Ruas, calçadas, vielas
Beiras do cais
Coração nosso...


Ferido a sangrar

Pobre a mendigar
Insigne viver
Poeta há de encantar...

Caudaloso amor -Poetrix, da série "Canções e Re-Versos"


Apresento aqui a minha primeira série, idéia que tive a partir de Poetas como Nena Medeiros, Ângela Rodrigues, Sílvia Regina que classificam seus escritos em séries.
A esta darei o Título de “Canções e Re-versos”, inspirada em trechos que se destacam ao meu perceber em diversas canções.





... Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
Esqueço que amar
É quase uma dor... (Oceano - Djavan)


Poetrix

Caudaloso

Teus rios em mim
Eu, mares abertos
Desaguamento...


Amor

Quase sofrimento
Dores, dissabores
Amar, quase um latejar...

Diversos Estilos e derivações do POETRIX sobre o mesmo tema- Não é o que parece




Não é o que parece - variações do POETRIX (EC)

Equívoco


Esquivou-se
Em outros braços, perdeu-se.
Ou se achou?


Aquecimento

Entontece,assanha,acende
Fogo na/de palha
Só ensaio...


ACROSTRIX

Engano


EN tão não era amor
GA nhou enfim liberdade,
NO va ilusão, invisíveis correntes.


TAUTOTRIX em “P”

Prevenção


Parecia puro, placidez.
Pressuposto presente
Pressentia pedras, paz perdida.


Equívoco - LETRIX


E
Q
U
I
V
O
C
O que parece ser// supostamente//não foi, sequer será.


CRUZADATRIX

Não é o que parece


C
O
I
N
C
I
D
SEMELHANÇA
N
C
I
MERA





EROTRIX

Sal

Suores, derretimento
Desejos apontando
Convid (a) tivo.


POETRIX INFANTIL

Engano na Fábula I

Parecia boazinha
Adocicada velhinha
Epa! Era o Lobo mal!


Engano na Fábula II

Era uma linda princesa
Ares de pura ingenuidade
Errou: Era a bruxa disfarçada!



Engano na Fábula III

Apetitosa, vermelhinha
Morde com vontade...
Cai de repente a princesa!


PALAVRATRIX

Enganos (em família)

A
Parente
Mente...




MINICONTRIX

Qualquer semelhança...

_ Que tu guardas aí afinal?
_ na cueca???
Parecia outra coisa...


*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Não É o Que Parece
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Entre_laçar- EROTRIX




Entre_laçar

Entre arte desenhar
Entre pernas viajar
Corpos entremear...

Irrefreável busca- EROTRIX




Irrefreável busca

Cego e táctil
Procuram-se
Aspirando, acham-se...

Dupla_mente - POETRIX



Dupla_mente

Ela,despudorada (mente),
Ele crê
Complacente (mente)...

Sobre amar, divagando...II




Tu: Quando silabo teu nome, soam clarins em mim. Quando soletro tuas letras, escrevo no universo uma aura de ternura.

Saíste do foco de meus olhos, apenas deles, pois que habitas meu coração, povoando os sentimentos.

Na tua ausência fiz clausura aos sonhos, segregando de mim o sorrir.

Sobre saudade




Frases:

Sobre Saudade I
Quando a ausência acorda o coração. (R. Ferreira)


Saudade II
Saudade: Quando a ausência se faz presente.

Tramas - Tautotrix em " T"




Tramas

Ter-te, te tomado.
Tórrido tempero
Transbordar tesão...

Ardentia- Tautotrix em "A"



TAUTOTRIX

Ardentia

Ávida avidez
Arrebatar a alma
Amor avassalador...

Tres ERRES de Esperança _ POETRIX





POETRIX Esperança


REDUZA:

As amarguras,
A cara de tristeza
O negativismo... epa!!!!

REUTILIZE:

O velho sorriso!
O ânimo arquivado
A alegria engavetada! Vamos!!!

RECICLE:

Seus SONHOS
Vontades e quereres
Sua própria vida! Se Jogue!!!!

sábado, 19 de junho de 2010

Toda Paixão - Poesia da Série " Canções e Re- versos"




...Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou... ( Paixão- Kleiton e Kledir)


Toda paixão

Tudo em ti é belo e tão intenso
Teu amor porta aberta ao amar
Tudo em ti é luz, brilho imenso
Teu corpo faz ir ao céu e voltar.


Tudo em ti ressoa em doce harmonia
Corpo, pele, lábios, olhos. tudo enfim
Amar-te é ápice, êxtase pleno, alegria
Achar-se perdido de tanto amar assim.


Teu amor me faz feliz, faz-me tão bem
Leva a alçar vôo infindo, interminável
Ao paraíso chegar, ir sempre mais além
Contigo denso amor, inebriante, inefável.


Beija-me, com boca de perdição
Toma-me levando-me ao paraíso
Quero-te inteiro na tua perfeição
Arrebata-me é tudo o que preciso.

Tanca 94




Tanca 94

Manhã de Sol chega
Trás luz, refaz os caminhos.
Esquecer o triste.

De mãos dadas em passeio.

Vamos juntos ver o Sol.

Trovas para ti- Da Série "Canções e Re - versos"




“Nem o sol
Nem o mar
Nem o brilho
Das estrelas
Tudo isso
Não tem valor
Sem ter você...” Quando te Vi – versão de Beto Guedes, original: Till There Was You
Lennon / McCartney

Trovas para ti
I

Radioso sol a brilhar
Azul do mar céu estrelado
Nada tem cor, motivar
Sem ti, ser desencantado.




“... Sem você
Nem o som
Da mais linda
Melodia
Nem os versos
Dessa canção
Irão valer...”

II

Música sem melodia
Arte sem inspiração
Sem ti, verso sem poesia
Eu sem ti, só solidão!


“... Nem o perfume
De todas as rosas
É igual
A doce presença
Do seu amor...”

III

Quão belo seja o jardim
Quão perfumado pareça
Nada se compara assim
Ao que em mim teu amor exerça.

“... O amor estava aqui
Mas eu nunca saberia
Do que um dia se revelou
Quando te vi...”

IV

Se existia amor, não sabia
Se era doce ou se perfeito
Ao te saber cri, existia
Ao te ver, flecha no peito.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Singular sondar- Tautotrix em "S"



Singular sondar

Sucos, sumos
Segredar sabores
Sensorial salivar...

Levi (tando) - Erotrix




levi(tando)

De (leite)
Bran (cura)
Ápice chegando...

Haicai 238




Haicai 238

Congelam-se os rios
Vidrilhos cobrem as cenas
Gelo em toda parte.

Haicai 237




Haicai 237

Amarelos, sépias
Laranjas em dégradé
Cores de outono.

Haicai 236




Haicai 236

Sol no Rio reflete
Aclara o fosco das águas
Céu isento de nuvens.

Haicai 235



Haicai 235

Ares diferindo
Aromatizar intenso
Tempo de pólen.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amor perfeito - CRUZADATRIX





Amor-
Perfeito


M
A
T
sEntimento
afloRado
N
A
L

Sinfonia _ Poetrix




Sinfonia

Sons, letras
Arranjos interiores
Poesia em sintonia...

Silentes - Poetrix




Silentes

Alma,
Pensamento,
Ausente inspiração...

Remissão POETRIX




Remissão

Suplica dos lábios
Sequiosos
Oásis dos teus beijos.

Hálito teu POETRIX




Hálito teu

Alumbramento
Derradeiro atalho
Ávido desfecho.

Amantes - Múltiplo Tautotrix




Amplo aquiescer

Atraindo
Arrebatamento
Amantes amam avidamente.



Mares mergulhar

Melodiosamente
Misturar
Música, maresia...


Abraçar

Arrulhando
Aquecer ardentemente
Afoito arfar...


Na nudez

Naturalmente
Nas nuvens navegar
No néctar naufragar...


Terna tempestade

Tateando toda tez
Transluzindo
Tórrido Turbilhão.

Encontro

Ensejar
Êxtase embriagador
Embrenhar-se, entrelaçamento.

Simbiose

Sensível sintonia
Sentimentos sôfregos, secretos.
Sensório silêncio.

# Publcado em "Poesia- on-line" de hoje, mote: Amantes
Forum de participação Coletiva do Recanto das Letras

Boca _ Tautotrix




Boca

Bradando bravia
Bálsamo brandura,
Beijo buscando...

Ausência - POETRIX




Ausência

Abrir vagos
A esmo vagar
Sólida solidão.

No susto! POETRIX




No susto!

Saltam
Soltas
Palavras...

Insaciável - Sensualtrix



Insaciável

Retirando sumos
Ávido sorver
Transbordando...

Novazio - Poetrix




No vazio

Resquícios
Palavras e idéias
Sobrevivem!

Ausente,vago,sutilmente...perdido (Tautotrix)




Ausente

Ávido aguardar
Abrigo ansiar
Alma apascentar...


Vagos

Vazios vêm,
Vag(a)ndo,
Voejam versos vãos...


Sutilmente

Seguem silentes
Sombras
Solidão...


Perdidos

Pensamentos
Partem procurando
Paz, preenchimento...

Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....