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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amores Encadernados - da Série " Canções e Re-Versos"




Amores encadernados (EC)



“... Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta...” - Resposta, Samuel Rosa / Nando Reis.

“... Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão...
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...”.

Amores Encadernados...
Amores engavetados, encadernados, encarcerados no frugal limite da nossa decisão, ou indecisão. Pelo sim ou pelo não, na dúvida, guardados. Abrigados da possibilidade de ser.
Empoeirados e arquivados nas gavetas amareladas do nos tempo de esquecer.

Amores agigantados no coração que padeceu de um calar sepulcral.
Não. Amor genuíno não se perde no tempo ou em baús, caixas, envelopes neutros.
Amor de verdade fica acalentado e bem aquecido, pulsando, mora e transita livre e levemente no caminho suave das nossas melhores lembranças...
Sem lastimar...

Fiz para ti os versos mais adoráveis, minhas letras para ti adornadas de puro sentir, se eram minhas, seriam tuas no momento exato que tu as recebesses, não só nas mãos, mas abraçasses com a alma os carinhos que a ti destinava...
No pensamento febril e flutuante um único querer, a tua simples e sincera aceitação.

Pus no papel as razões do meu por ti suspirar, tantas eram as páginas, tornou um caderno, aquele que escrevia nacos de querer, doses de paixão hora após hora.
Imprimi de afeto o que tu ao ler, sentirias.
Era mais que uma carta de amor.
Muito mais que uma carta de amor...

No tempo perderam-se as vãs palavras, no redemoinho da vida, voaram soltos os poemas pela aventura que é o simples existir.
Na alma rasgaram-se páginas,
Nas mágoas quebraram-se em fagulhas, mil partes, um castelo de encantos feito todo em puro cristal...

E o caderno parou num canto qualquer do destino. Encostado em um fundo à toa de um armário. Embotado,perdido meio aos sintomas de que a vida passou, transcorreu,
Sem esse recado.
Sem resposta.
Sem envio.
Sem dizer...
E o amor, a ti destinado é uma lembrança, que ficou lá atrás...


Este texto faz parte do Exercício Criativo Escrevi, mas Não Mandei... Saiba mais, conheça os outros textos: http://encantodasletras.50webs.com/escrevi.htm

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Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

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