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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Folheando a saudade.....




Folheando a saudade

Li sobre saudade. Mais uma vez.Mais uma diversa leitura, acolhi de repente uma inexplicável saudade.
Lia que descrever, traduzir se faz pouco, pequeno e finito.
Entendi. Concordei.
Eis a diferença. Saudade é infinita.
Conceituar impossível.
Comporta-se em letras, caber em sílabas, palavras, trechos, textos, laudas enfim não há.
Entendi também. Câmbio.
Saudade não se comporta. Não cabe. Não se delimita. Apenas estende-se no horizonte infindo das nossas melhores lembranças.

Ler a saudade do Escritor fez a minha fluir. Lenta e vagarosamente.
Sorvida, refletida. Voltei ao ponto. Um sem número de vezes. Voltava ao texto ao mesmo que voltava no tempo, no passado: quer no longínquo,quer no recente.
E sentia o olor, contemplava nuances de cada cor, revia olhos, revisava olhares.
Viagem ao centro de mim. Num passe de mágica.Fechar os olhos,abrir a memória.
Buscar a saudade lá no fundo coração. Descer ao poço balde e corda.
Vê-la vir, límpida...

Remeti a sentimentos, arremessei-me sem amarras. Embarquei na nau das lembranças.
Como disse o Poeta, é lá que reside a saudade.
Retirei as cobertas dos antigos móveis empoeirados, abri janelas, escancarei portas. Deixei a saudade entrar... com direito a brilho no olhar e discreto sorrir.

Da infância livre na Praia dos Coqueiros, dos primeiros inocentes amores. Das relações maduras e especiais. Dos queridos que se foram. De amigos tão distantes. Da filha tão longe. De tempos assim memoráveis. Da casa cheia dos avós, das festas constantes, do riso e da brincadeira das crianças (eu era uma delas) de tanto, de cenas, lugares, pessoas, sabores, aromas, indescritíveis saudades.
Múltiplas, diversas e uma só. Como disse o poeta.

Guardadas e organizadas em gavetas, armários do nosso existir. Feita para de lá retirarmos, sentirmos e depositar de volta, guardar novamente. Afetuosamente. Cuidadosamente. Afinal são relíquias do nosso coração. Constatações dos nossos sentimentos.
Do humano que há em nós.
Demasiado humano.


# Texto cometido após ler a “Saudade” de Raí. Recomendo.
O que é saudade? - http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1975580

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Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

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