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sábado, 31 de outubro de 2009

Família + Escola = Educação preventiva, não punitiva.







Algumas situações tiram nosso sono, nos envolvem tanto com indagações as quais sequer sabemos responder. Não porque somos pouco esclarecidos sobre algum assunto, mas porque toda a nossa capacidade , entendimento, maturidade torna-se insipiente ante aos fatos.
Sou mãe de filha adulta, tia de sobrinhos adolescentes, hoje adulta fui igualmente jovem, menina, e gostaria de entender melhor o que leva três meninos menores de dezesseis anos a filmarem um ato de sexo entre eles, explico melhor, dois praticam e um filma com o celular. Aconteceu aqui, em uma escola da minha cidade. O Brasil inteiro falou. Noticiou. O pequeno vídeo ficou na Rede Mundial de Computadores.
Sei muito das coisas da juventude, do pensamento do adolescente, e não estou aqui querendo apontar dedo para quem quer que seja: pais, escola, jovens. Quero apontar para cada um de nós, que de uma forma ou outra somos parcialmente responsáveis por toda ação que desencadeia a sociedade. Por exemplo, eu preciso formar instruir bem, coerentemente a minha filha para que nela as boas ações, o bom caráter se desperte e lá na frente quando for aplicar suas instruções e experiências possa contribuir na formação de outros cidadãos.
Impressionou-me não foi o fato de saber que meninos de quinze, quatorze, treze anos fazem sexo. Não, não sou idiota a esse ponto. Sei da urgência sexual que assola o adolescente. Estarreceu-me ver a patética cena pelo lado da banalidade. Em alguns momentos os “atores amadores” mudam de lugar para que a filmagem fique melhor, em dado momento o menino que pratica o ato, digamos arruma o rosto da menina para que apareça suficientemente bem no vídeo, observando o ângulo da tomada. Ela pelo seu lado participa em tudo, passivamente. Notei que os rostos dos meninos não é mostrado em nenhum momento. Há no fundo uma voz, que dirige a cena, de um dos meninos. E no fim, digamos assim há um murmúrio de conclusão de algo, uma aposta, uma ameaça, castigo, quem vai saber. Como que cumprida a meta. Puro exibicionismo? Somente uma inconseqüente brincadeira? Não creio.
Tudo muito banal, e realmente intrigante. Indago-me no que poderia levá-los, cada um a tal gesto, indago-me sobre que influências recebem quais suas orientações religiosas, o nível de diálogo familiar, o amor que os cerca. São tantas, inúmeras situações a serem observadas que podem quem sabe ser indícios de que algo definitivamente não vai bem nesse mundo tão globalizado de hoje.
Vejamos: Quem está realmente habilitado a ensinar (corretamente) orientação sexual nas escolas? E em que fase, nível da formação? E em casa, como devem preparar-se os pais para tal? Mas, trata-se a meu ver de ir mais além, não apenas um desvio sexual, uma má orientação ou falta de. É bem mais, é muito mais social do que imaginamos. Quando eles (meninos e meninas) se propõem a fazer sexo filmado, testemunhado, e divulgar essa imagem na Rede Mundial há certamente por trás disso muito mais que uma brincadeira inconseqüente. Há um envolvimento de valores morais, ou a ausência deles quiçá a distorção quer de qualquer instrução, ou quem sabe a repetição do que lhes é real. Banal. Penso ser um assunto que não deve calar em nós. Deve ser objeto das nossas reflexões, e razão para que enquanto sociedade possamos agir sempre, ou na maioria das vezes com coerência, clareza diante dos nossos jovens.
Para instruir não é necessário omitir, muito ao contrário informar é essencial. Mas formar, construir, despertar valores nos jovens isso sim penso ser o mais importante, se não os religiosos, os morais, exercitar os conceitos que indicam os melhores gestos, conscientizar, delinear perfis que saibam discernir o bom do ruim, o certo do errado, desenvolver o genuíno respeito por si e pelos outros, o convívio com as limitações. O NÃO dito com firmeza, o sim respaldado são ações responsáveis, afinal só indica o caminho quem realmente o sabe, só divulga boas idéias, bons conceitos quem os compreende e pratica. Na realidade, doamos aquilo que temos, sabemos, e às vezes sabemos muito pouco. Enquanto sociedade precisamos avançar nesse rumo. O futuro da nossa juventude pede isso urgentemente. Família, escola sociedade como um todo, temos nossas parcelas generosas de falha, certamente.
Saber o que o seu jovem faz, o que lê , ouve e/ou vê. Conhecer (de perto) suas companhias, participar de suas programações, sugerir, opinar, destinar um pouco do seu tempo a ele, ser sensível as suas inquietações, compreender o “ser” instável, emocional, se fazer presente. Indagar, provocar a reflexão, imprimir confiança, confiabilidade a relação. Ter ações preventivas e não punitivas. Estar perto. Faz uma grande, enorme diferença.

2 comentários:

Jorge Sader Filho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge Sader Filho disse...

Quando Xuxa fez um filme onde aparece nua deitada sobre um menino de treze anos, "Amor, estranho amor" todos gostaram...
É isso, poeta. Posar nua hoje não é absolutamente nada. O must é fazer um filme onde o sexo seja bem explícito. Sem retorno!
Beijos.

Dezembro vindo.....

Daisypath Anniversary tickers
Monarch Butterfly 2

Escrevo para.........

Quando escrevo exorcizo fantasmas, é meio abstração e também minha realidade se despindo.Sou eu me confessando a mi mesma.

Um Poetrix ...verdinho......


Escrevo para....

Escrevo para por no mundo pequenas ânsias, escrevo para aportar desejos aflitos, escrevo para me salvar, é como Jogar as âncoras, o barco ora vai ao sabor das ondas, ora é a deriva....
Escrevo para acariciar as suas almas,e ser tocada por seus olhos impressos de brilho!
escrevo para Gozar,Flutuar, ser e merecer, Escrevo para seus delírios, seu deliciar!
Escrevo para vocês,
Agradeço seus olhos em mim, na minha ruptura poética!
Escrevo!

Muito grata por me sorverem as letras!
A todos que aqui passarem seus olhos, mentes e corações!
Rose

Sobrepondo Sonhos.....